Valor dos imóveis residenciais cresce 0,41% em janeiro, diz Abecip
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Resultado é inferior ao apurado em dezembro do ano passado, quando foi registrada alta de 0,82%. O indicador ficou em 9,60% em termos nominais no acumulado de 12 meses

Segundo a Abecip, a desaceleração das variações mensais e acumulados de 12 meses foi observada em todas as dez capitais analisadas pelo IGMI-R, com exceção do Rio de Janeiro (Créditos: Celso Diniz/ Shutterstock)
24/02/2021 | 16:27 - O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), medido pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), registrou variação de 0,41% em janeiro, resultado inferior ao apurado no mês anterior (0,82%). O indicador ficou em 9,60% em termos nominais no acumulado de 12 meses, chegando ao terceiro mês consecutivo de desaceleração.
Segundo a Abecip, a desaceleração das variações mensais e acumulados de 12 meses foi observada em todas as dez capitais analisadas pelo IGMI-R, com exceção do Rio de Janeiro. Na capital fluminense, o aumento no mês registrou 0,12% (ante 0,73% em dezembro), mas a elevação em 12 meses foi de 4,51%, contra 4,35% no mês anterior.
São Paulo foi a capital com maior variação mensal (0,84%), seguida de Brasília (0,81%), Curitiba (0,57%) e Goiânia (0,42%). Houve queda em Recife e Salvador (-0,07%), Fortaleza (-0,06%) e Belo Horizonte (-0,01%)
Em 12 meses, depois de São Paulo (15,12%), as maiores elevações ocorreram em Curitiba (10,24%), Brasília (9,12%), Porto Alegre (8,37%) e Salvador (8,21%). O menor aumento foi registrado em Recife (1,53%).
De acordo com a Abecip, os preços dos imóveis residenciais podem ter uma recuperação no decorrer do ano caso o processo de imunização populacional avance para que a economia seja retomada. Além disso, a aprovação de reformas e implementação de medidas de estímulo, como a retomada do auxílio emergencial, contribuirão para o crescimento do mercado.
“Em que pesem as dificuldades de curto prazo para essas questões, a perspectiva para elas em um horizonte mais longo ainda possui maior probabilidade associada a uma evolução favorável”, comenta a entidade.

