Vagas no setor da construção em Campinas tem pior índice em 12 anos
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Foram fechados 2.157 postos de trabalho no município em 2014. A previsão é que só irá melhorar para o setor em 2016
04 de fevereiro de 2015 – Campinas, SP, registrou em 2014 o pior índice de geração de empregos no setor da construção civil dos últimos 12 anos, segundo dados do Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Foram fechados 2.157 postos de trabalho no município.
Segundo o Caged, 1.915 demissões aconteceram no mês de dezembro, gerando números negativos para o setor. Em 2013, ao contrário, o saldo terminou positivo, com a criação de 2.361 postos de trabalho.
Desaceleração da economia
A desaceleração da economia afetou diretamente o mercado imobiliário e a diminuição no ritmo das obras no setor público também contribuiu para o saldo negativo de emprego.
De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil de São Paulo (Sinduscon), houve atrasos de pagamento dos governos federal e estadual, adiamento de ordens de serviços para a execução de obras e até cancelamento de contratos.
Segundo o Sinduscon, só há previsão de melhora nesse quadro em 2016, já que os investimentos previstos para 2015 são resultado de decisões tomadas nos dois últimos anos, quando a economia já estava com parada.
Recuperação no 2º semestre
Mas o diretor da regional de Campinas do Sindicato da Habitação (Secovi), Rodrigo de Souza, acredita que a recuperação já possa começar no segundo semestre deste ano.
"As medidas necessárias já foram tomadas. A gente tá percebendo que o ano não começou tão ruim quanto se esperava, então acredito que ainda em 2015 vá se caminhar para recuperação", afirma.
Para o Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Campinas e Região (Sintracon), a expectativa também é de retomada ainda este ano. A maior preocupação é com o prejuízo que o emprego em baixa provoca para quem trabalha no setor.
"Quando tem mais trabalhadores desempregados, isso faz com que os salários abaixem e os trabalhadores acabem ficando em situações mais precárias", destaca o presidente Francisco Aparecido da Silva.

