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Terceira fase do programa MCMV terá oportunidade em São Paulo

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Desde o início deste programa habitacional em 2009, apenas 51 mil das 3,750 milhões de unidades foram contratadas no município

A terceira fase do Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que o Ministério das Cidades prometeu anunciar em até 45 dias, será uma grande oportunidade para viabilizar a construção de moradias na capital paulista. Lamentavelmente, desde o início deste programa habitacional em 2009, apenas 51 mil das 3,750 milhões de unidades foram contratadas no município.

A afirmação foi feita pelo vice-presidente de Habitação Popular do SindusCon-SP, Ronaldo Cury, na abertura do Workshop Análise e Aprovação de Projetos de Empreendimentos Habitacionais na Cidade de São Paulo, realizado pelo sindicato em 6 de abril com a participação da Caixa e da Secretaria de Licenciamento da Prefeitura de São Paulo. Cury destacou o resultado da pesquisa feita pelo SindusCon-SP junto com a FGV, mostrando que 50% dos subsídios concedidos no MCMV retornam na forma de tributos, “sem falar nos benefícios em termos de emprego, moradia digna e atividade em toda a cadeia produtiva e sua repercussão na economia”.

Na mesma linha, o superintendente da Regional Paulista da Caixa, Paulo Galli, enfatizou que viabilizar o programa em São Paulo será o grande desafio do MCMV 3. “A faixa 1 do programa é fantástica pois subsidia 95% das prestações, proporcionando moradia aos mais necessitados. No entanto, o recurso é finito, e se não vier para cá, acaba indo para outras localidades. Portanto, às vezes o prazo de uma ou duas semanas na análise do projeto é fundamental para viabilizá-lo. Velocidade para atender a população é essencial, e a Caixa reviu seus procedimentos para ajudar a construir uma cidade mais humana”, afirmou.

Paulo Motta Lara, secretária municipal de Licenciamento, informou que “há dez dias a presidente da Caixa, Miriam Belchior, assegurou que haverá recursos para o programa e agora precisamos viabilizá-los, melhorando a qualidade de vida da cidade. Por isso, junto com o grande parceiro que é o SindusCon-SP, idealizamos este seminário para que os técnicos da SEL e da Caixa conheçam o processo de análise e aprovação do Minha Casa como um todo. Da nossa parte, criamos a Parhis, que coordena desde o parcelamento do solo até a aprovação dos projetos de habitação de interesse social e pretendemos atingir a meta estabelecida pelo prefeito Fernando Haddad para a contratação de 55 mil moradias populares.”

Na sequência, os técnicos da Caixa e da Parhis apresentaram seus processos de análise, diretrizes em relação a aspectos como terrenos, infraestrutura, engenharia, acessibilidade e viabilidade econômico-financeira. Dois cases foram apresentados por representantes de construtoras, seguindo-se uma oficina para debate e troca de informações.

MCMV 3 – De acordo com Cury, a promessa de que o MCMV 3 será anunciado em até 45 dias foi feita pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab, na cerimônia de entrega de 700 unidades habitacionais do programa em Atibaia, em 2 de abril. Entre outras autoridades, participaram da solenidade a presidente da Caixa; a secretária Nacional de Habitação, Inês Magalhães; o secretário estadual de Habitação, Rodrigo Garcia; o presidente da CDHU, Marcos Penido, e o prefeito daquele município, Saulo Pedroso. O gerente de Produção e Mercado do SindusCon-SP, Elcio Sigolo, esteve presente.

Para a presidente da Caixa, Miriam Belchior, os apartamentos de Atibaia são exemplo para todo o país. “São unidades de muita qualidade. Os novos moradores contam com garagem e um condomínio que possui estação de tratamento de esgoto e três reservatórios de água. Realmente, é um empreendimento especial”, disse.

Os apartamentos são da faixa 1 e têm área útil de 43,79 m² e área total de 49,91 m². O investimento total foi de R$ 60,5 milhões. O custo de cada unidade foi de R$ 84 mil, sendo R$ 70 mil do governo federal e R$ 14 mil do Estado. Metade das famílias veio de áreas de risco e a outra metade mediante sorteio.

Fonte: Sinduscon-SP
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