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Setor da construção civil é o que mais sofre com a queda do PIB

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Entre os segmentos da indústria, a maior queda se deu na construção civil, com retração de 8,4%

A queda de 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2015 em relação aos três meses anteriores segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é a confirmação de uma recessão que a construção civil já sente desde o fim de 2014, avalia o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

Entre os segmentos da indústria, a maior queda se deu na construção civil, com retração de 8,4%. O acumulado do ano é de - 5,5%, queda maior que a do PIB. Para o sindicato, o setor produtivo está pagando uma alta conta pelas decisões da União que vão contra os trabalhadores. “Parece que o governo não está preocupado com a recessão tampouco com o desemprego gerado”, afirma o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto. “Apesar do baixo desempenho do setor, a União ainda vai onerar a folha de pagamento do setor em 125% e quer aumentar a alíquota do PIS/Confins de 3,65% para 9,25% do faturamento.”

A pesquisa de emprego do SindusCon-SP, divulgada nessa sexta-feira (28), mostra que a construção civil brasileira registrou queda de 1,29% em julho na comparação com o mês anterior (desconsiderando os fatores sazonais). Essa é a 17ª queda mensal consecutiva.

Próximos meses

Em razão da piora do ambiente macroeconômico, principalmente dos indicadores como Produto Interno Bruto (PIB), juros, inflação, emprego e câmbio, o SindusCon-SP revisou em agosto suas estimativas para baixo, prevendo uma retração de 7% para o PIB da Construção em 2015 ante os 5,5% projetados anteriormente.

Há também a previsão de que 475 mil vagas com carteira assinada serão cortadas até o fim do ano. “De janeiro a julho de 2015 foram cortados 184,6 mil empregos na construção brasileira em relação a dezembro de 2014. Ou seja, o maior impacto ainda se dará nesse segundo semestre”, diz Romeu Ferraz. “O corte nos postos de trabalho vai se acelerar e gerar um impacto ainda maior no PIB no segundo semestre.”

Fonte: Sinduscon-SP
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