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São Paulo e Rio de Janeiro encontram bairros alternativos para construção

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Empresas contam com novos locais de concentração de renda para driblar crise, devido a pouca oferta em regiões tradicionais

08 de setembro de 2014 - Para driblar o momento fraco da economia brasileira, construtoras, incorporadoras e administradoras de imóveis começam a aumentar atenção a novos polos para o mercado imobiliário. A perspectiva é que essa onda dure aproximadamente cinco anos e dê fôlego ao empresário do setor.

Na cidade de São Paulo, maior mercado para a construção civil, as opções são muitas. Barra funda, Bom Retiro, Brás e Pari aparecem como alternativas para quem procura opções para novos lançamentos. "Há oportunidade de negócios em todas as áreas. É preciso, apenas, que o construtor fique atento ao traço da mobilidade urbana para ter uma velocidade de vendas boa", disse a diretora de atendimento da Lopes, Mirella Parpinelle.

Segundo a executiva, o recém-aprovado Plano Diretor da cidade trouxe ao mercado algumas dúvidas, mas elas podem ser transformadas em oportunidade de negócio se forem bem aproveitadas. "Bairros no entorno do centro de São Paulo possuem terrenos mais baratos e infraestrutura para mobilidade urbana", explicou ela.

Entre as regiões paulistas mais disputadas, Mirela cita a Mooca e Vila Madalena, mas não descarta boas oportunidades ao redor desses bairros. "No Brás, por exemplo, há grande oferta de galpões que podem ser incorporados para imóveis residenciais."

Entre os imóveis comerciais, a executiva também aponta opções. "A Avenida Dr. Chucri Zaidan aparece como a nova Faria Lima", diz.

Para o superintendente comercial da Brookfield, Carlos Eduardo Fernandes, a revitalização do centro deverá abrir, nos próximos anos, grandes oportunidades para empreendimentos maiores. "Hoje, os lançamentos no centro são de apartamentos menores, com a revitalização, podemos encontrar oportunidades para imóveis com mais de 100 metros quadrados, voltados a famílias."

Para o executivo, os novos polos imobiliários podem encontrar velocidade de vendas até 30% maior do que em locais já saturados. "Com as limitações do Plano Diretor para construir nos miolos dos bairros, vamos notar vendas mais aceleradas em locais dentro do eixo do transporte público."

Quem também projeta bons negócios em novos bairros na cidade é a Construtora Esser. Voltada ao público A e B, a empresa já começa a repensar estratégias para empreender a novos públicos. "Sabemos do potencial de negócio dos bairros emergentes, e vamos nos adaptar a um novo público para atender esses polos", diz o diretor da Esser, Fábio Souza.

Na opinião do executivo, bairros como Vila Sônia, Ipiranga, Parada Inglesa, Praça da Árvore, Tucuruvi, Pirituba e Freguesia do Ó estão na mira da empresa para lançamentos.

Rio de Janeiro

Momento parecido atravessa a cidade do Rio de Janeiro. Com a falta de terrenos em toda a zona sul da cidade, as apostas são áreas como o Recreio dos Bandeirantes, os bairros próximos ao porto e zona norte.

"O bairro do Recreio, por exemplo, vem crescendo de maneira bem planejada, abrindo grandes oportunidades", disse o diretor da Lopes Rio de Janeiro, Fábio Lopes Pacheco.

"Já a zona norte", completou ele, "cresceu bastante após a chegada das Unidades de Polícia Pacificadora [UPPs]".

Na visão do executivo, enquanto o mercado imobiliário encontrar espaços para crescer, o segmento varejista também encontra oportunidades. "A lógica é sempre essa: chegam os residenciais e logo hotéis, shoppings e salas comerciais começam a ser lançadas."

Quem tem aproveitado a região das UPPs é a construtora Lins. O presidente da empresa, Anderson Ricciardo, já lançou dois empreendimentos na região, e projeta mais dois ao longo de 2015. "O poder aquisitivo da região aumentou bastante e a revitalização tem valorizado o metro quadrado."

Para Fernandes, um dos fatores que devem impulsionar o mercado do Rio de Janeiro é a operação da Transcarioca. "A mobilidade na cidade tem ampliado oportunidades", disse.

Fonte: DCI
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