Rachaduras em Maceió são resultado de mineração inadequada, diz CPRM
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Relatório divulgado aponta que atividades desestabilizam as cavidades do terreno, provocando a movimentação do sal e, consequentemente, o afundamento da superfície

Documento apura, ainda, que falta de rede de drenagem pluvial efetiva e de saneamento básico adequado acelera processo erosivo do solo (Créditos: Pei Fon/ Secom Maceió)
17/05/2019 | 09:26 - Segundo relatório divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), o surgimento das rachaduras e afundamentos nos bairros do Pinheiro, Mutange e Bebedouro, em Maceió (AL), é resultado de atividades inadequadas de mineração de sal-gema (material usado na fabricação de soda cáustica e PVC), realizadas pela empresa Braskem.
As patologias tiveram início no ano passado e desde então têm comprometido vários imóveis e ruas da região, causando, inclusive, a interdição de algumas moradias.
O documento emitido pela CPRM é conclusivo e foi elaborado durante um ano por uma equipe com mais de 50 profissionais. Conforme os resultados apresentados, a mineração está gerando a desestabilização das cavidades do terreno, provocando a movimentação do sal e, consequentemente, o afundamento da superfície. Os danos são agravados pela infiltração da água de chuva nas fissuras e pelas novas fraturas.
"Este processo erosivo é acelerado pela existência de pequenas bacias endorreicas, falta de uma rede de drenagem pluvial efetiva e de saneamento básico adequado", diz o relatório.
O documento recomenda, ainda, a adoção de medidas para tentar estabilizar os processos erosivos, como instalação de rede drenagem eficiente nos bairros.
A Braskem afirmou, em nota, que irá analisar as conclusões do relatório e ressaltou que desde o início do agravamento das patologias tem auxiliado as autoridades na identificação das causas e divulgado os estudos realizados por empresas de renome internacional.

