R$ 9 mil serão destinados a habitações de interesse social (HIS)
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
O edital de licitação para a construção de HIS no centro de São Paulo acaba de ser lançado
Com investimento previsto de R$ 3,5 bilhões, o governo do Estado de São Paulo lançou em 24 de setembro o edital de licitação internacional da primeira Parceria Público-Privada (PPP) na área de habitação de interesse social do país. O SindusCon-SP esteve representado pelo vice-presidente de Habitação Popular, Ronaldo Cury, acompanhado do gerente de Produção e Mercado, Elcio Sigolo.
O projeto prevê a construção de 14.124 unidades habitacionais no Centro Expandido da capital, bem como obras de requalificação urbana, compreendendo equipamentos públicos, infraestrutura, comércio e serviços, e serviços de trabalho social e manutenção predial.
Do total das moradias previstas, 9 mil serão destinadas a habitações de interesse social (HIS), para famílias com renda entre R$ 810,00 (piso salarial do Estado) e R$ 4.344,00 (6 salários mínimos – nacional) e 5.124 unidades para habitações de mercado popular (HMP) destinadas a quem ganha acima de seis salários mínimos e até R$ 8.100,00. As moradias serão distribuídas nos bairros de Santa Cecília, Bom Retiro, Pari, Brás, e Belém. A meta do programa é oferecer um total de 20 mil moradias.
O secretário estadual da Habitação, Marcos Penido, e o secretário municipal de Habitação, José Floriano de Azevedo Marques Neto, também assinaram convênio entre Estado e Prefeitura durante o ato realizado no Palácio dos Bandeirantes, com a presença do governador Geraldo Alckmin.
As unidades serão destinadas às famílias que trabalham no centro da cidade, mas que têm sua moradia atual em bairros distantes. O atendimento alcançará diferentes faixas de renda e manterá as reservas previstas em lei para idosos, policiais civis e militares, agentes penitenciários, pessoas com deficiência e servidores e empregados públicos.
A iniciativa busca aproveitar os benefícios da infraestrutura existente e conta com a parceria do Município de São Paulo, que participa com recursos financeiros e terrenos. Além da redução do déficit habitacional, outro objetivo do projeto é aproximar a moradia do emprego e dos eixos de transporte de massa, contribuindo para reduzir o tempo de deslocamentos dos trabalhadores.

