Quatro barragens da Vale deixam estado de emergência em Minas
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Um consultoria independente elaborou o documento que atesta a estabilidade das quatro barragens

Outras 25 barragens permanecem em situação de emergência(Foto: Leonardo Mercon/Shutterstock)
06/10/2022 | 10:41 – De acordo com a Mineradora Vale, quatro barragens em Minas Gerais que estavam em estado de alerta deixaram a lista de estruturas em emergência. O documento, que atesta e comprova a segurança e estabilidades dos alicerces, foi elaborado por uma consultoria independente da multinacional.
Entretanto, ainda restam 25 barragens em situação de emergência. Por ora, as unidades mineiras que escaparam da lista são:
1. B5/MAC, em Nova Lima;
2. Marés II, em Belo Vale;
3. Santana, em Itabira; e
4. Paracatu, em Catas Altas.
Segundo nota divulgada pela Vale, a melhora na situação dessas estruturas é uma boa notícia para a população — principalmente considerando a aproximação do período chuvoso no país, quando os riscos aumentam.
"As principais barragens da Vale são monitoradas 24 horas por dia e sete dias por semana pelos Centros de Monitoramento Geotécnico da empresa, além de receberem inspeções regulares de equipes internas e externas, que agem prontamente quando são necessárias ações preventivas ou corretivas. Além disso, com objetivo de desenvolver e fortalecer a cultura de prevenção nas comunidades onde atua, a Vale, em parceria e alinhamento com as Defesas Civis Municipais, cumpre um cronograma de testes de sirenes e exercícios simulados para orientar a população em caso de emergências envolvendo barragens", acrescenta a nota.
Das 25 estruturas da Vale que ainda geram preocupação, três delas se encontram atualmente no nível 3 — o nível que representa risco iminente de ruptura:
1. B3/B4, em Nova Lima;
2. Sul Superior, em Barão de Cocais; e
3. Forquilha III, em Ouro Preto.
Com o avanço dos trabalhos, a promessa da mineradora é de que as barragens deixarão a (mais alta) classificação de emergência até 2025.
Além da remodelação nas estruturas para que elas saiam do estado de alerta, a Vale também investiu em uma reforma das barragens já existentes. Isso porque a mineradora se comprometeu a extinguir o método de alteamento a montante das barragens — o mesmo utilizado nas estruturas que se romperam em Brumadinho, em 2019, e em Mariana, em 2015 — e adequar, até 2025, todas as suas barragens ao Padrão Global da Indústria para a Gestão de Rejeitos (GISTM, em inglês). A política estabelece requisitos para a gestão segura de estruturas de disposição de rejeitos e tem o objetivo de evitar qualquer dano às pessoas e ao meio ambiente.
O atual cronograma prevê a conclusão de todos os processos até 2035, sendo que, de 30 estruturas listadas originalmente pela mineradora, 12 já foram 100% descaracterizadas. Em cinco delas, os trabalhos foram concluídos neste ano, sendo três na semana passada, entre eles um dique auxiliar da barragem B5/MAC, o que contribuiu para a melhoria das suas condições de segurança.

