Projeção de queda do PIB em 2020 é reajustada para 5,05%
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Conforme o BC, para o próximo ano, a expectativa de crescimento é de 3,50%, a mesma previsão há 17 semanas consecutivas

Para o ano que vem, a estimativa de inflação foi mantida em 3,01%. Para 2022 e 2023 também não houve alteração – 3,50% e 3,25%, respectivamente (Créditos: Vergani Fotografia/ Shutterstock)
25/09/2020 | 15:57 - De acordo com o boletim Focus, publicado semanalmente pelo Banco Central, a estimativa de queda do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020 foi reajustada de 5,11% para 5,05%. Conforme o BC, para o próximo ano, a expectativa de crescimento é de 3,50%, a mesma previsão há 17 semanas consecutivas. Para 2022 e 2023, o mercado financeiro continua projetando expansão de 2,50% do PIB.
Em relação à inflação, as instituições financeiras consultadas pelo BC ajustaram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 1,99% este ano.
Para o ano que vem, a estimativa de inflação foi mantida em 3,01%. Para 2022 e 2023 também não houve alteração (3,50% e 3,25%, respectivamente).
O cálculo para 2020 está abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central. A meta, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é de 4% em 2020, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 2,5% e o superior, 5,5%.
Para 2021, a meta é 3,75%; para 2022, 3,50%; e para 2023, 3,25%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo em cada ano.
O BC utiliza a taxa básica de juros, a Selic, para alcançar a meta de inflação. Atualmente, a taxa está estabelecida em 2% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Para o mercado financeiro, a expectativa é que a Selic encerre 2020 em 2% ao ano. Para o fim de 2021, a expectativa é que a taxa básica chegue a 2,5% ao ano. Para o fim de 2022, a previsão é 4,5% ao ano e para o final de 2023, 5,63% ao ano.
(Com informações da Agência Brasil)

