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Programa Minha Casa, Minha vida continua com atrasos

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Os pagamentos às construtoras seguem em atraso e geram insegurança crescente

As construtoras com obras contratadas do Programa Minha Casa, Minha Vida receberam entre 26 de dezembro e 2 de janeiro apenas uma parte dos valores referentes a dezembro. “Foi possível pagar o 13º salários dos trabalhadores ainda em 2014. Mas esses atrasos têm se tornado recorrentes e geram insegurança crescente, porque não temos garantia do que vem pela frente”, afirma o vice-presidente de Habitação Popular do SindusCon-SP, Ronaldo Cury.

A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) informa já ter entrado em contato com os ministros das Cidades, Gilberto Kassab; da Fazenda, Joaquim Levy, e do Planejamento, Nelson Barbosa, para pedir uma reunião em caráter de urgência e tentar uma previsão de como será o calendário de pagamentos do MCMV em 2015.

No Ceará, o governo realizou apenas 30% do repasse prometido para quitar os atrasos de mais de dois meses do programa habitacional, segundo o presidente do Sinduscon-CE, André Montenegro. Segundo ele, “cerca de 2 mil pessoas já foram demitidas no ano passado e, caso uma data para o pagamento não seja definida, novas demissões podem acontecer. O clima atual é de preocupação. A falta de pagamento pode colocar em risco a própria continuidade das obras. Isso ainda gerará uma reação em cadeia envolvendo fornecedores e outros parceiros.”

No Maranhão, cerca de 4 mil trabalhadores da construção civil poderão ser demitidos devido ao atraso de pagamento do MCMV, segundo o presidente do Sinduscon-MA, Fábio Nahuz.
As construtoras que operam no programa também querem se reunir com o governo para tratar das regras da fase 3 do MCMV. De acordo com o anunciado pela presidente Dilma Rousseff, a meta é contratar 3 milhões de novas unidades habitacionais até o final de 2018.

Os atrasos também atingem outras obras federais e estaduais. Em Londrina (PR), dos cerca de 400 funcionários da construtora Sanches Tripoloni, encarregados dos trabalhos de duplicação da rodovia PR-445, apenas 9 devem permanecer no canteiro de obras para vigiar equipamentos. A demissão em massa se deve à falta de pagamento por parte do governo estadual. Segundo o diretor do Sintrapav (sindicato local dos trabalhadores), Luiz Alves de Oliveira, a empresa informou que estaria desde abril sem receber recursos para manter a obra.

Fonte: Sinduscon-SP
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