Preços dos imóveis residenciais aumentaram 1,74% em agosto
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
As cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo foram os locais onde os valores mais subiram nesse período, com altas de 2,26% e 2,03%, respectivamente

No acumulado de 12 meses o percentual está em 12,48% (Foto: ADVTP/Shutterstock)
24/09/2021 | 16:58 – Dados do Índice Geral de Preços do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), divulgado pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), mostram que no último mês de agosto os preços dos imóveis residenciais cresceram 1,74% nas 10 capitais verificadas pelo estudo. A alta foi ligeiramente inferior àquela registrada em julho (1,86%). Já no acumulado de 12 meses, o percentual está em 12,48%. Ainda segundo o levantamento, em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro e Curitiba os preços continuam gerando ganhos reais se comparados com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
A cidade do Rio de Janeiro foi o local onde os preços dos imóveis mais subiram em agosto de 2021, com alta de 2,26%. Na sequência, aparecem São Paulo (2,03%), Porto Alegre (1,68%), Curitiba (1,63%), Goiânia (1,49%), Salvador (1,42%), Brasília (1,04%), Fortaleza (0,85%), Belo Horizonte (0,71%) e Recife (0,40%). No acumulado de 12 meses, as maiores porcentagens são observadas em São Paulo (19,34%), Brasília (12%), Rio de Janeiro (10,81%) e Curitiba (9,98%).
Análise
De acordo com a análise da Abecip, os movimentos contrários dos indicadores de Demanda Prevista e Tendência dos Negócios no mês de agosto refletem o aumento da incerteza em relação à evolução do nível de atividades no Brasil em geral. “A redução das restrições de mobilidade e o avanço da imunização vêm sendo acompanhadas de recuperação no setor de serviços, mas também de elevações nos índices de preço no atacado, incluindo insumos da construção civil, e para os consumidores”, aponta a associação, mencionando que a autoridade monetária está sinalizando para uma necessidade de aumento nas taxas de juros.
Essa mudança seria para fazer frente à tendência geral de elevações dos preços, isso em um momento no qual a recuperação do nível de atividades é insuficiente para recompor as baixas de rendimentos e emprego registradas durante o ano passado. “Esses são desafios fundamentais para a dinâmica do setor de construção nos próximos meses, que determinarão a trajetória dos preços dos imóveis, por ora ainda em tendência de aceleração”, conclui.

