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Preço médio do aluguel no Brasil recua 3,8% em 12 meses

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

De acordo com levantamento do índice FipeZap, cidades de Fortaleza, Goiânia e Rio de Janeiro foram as que apresentaram maior recuo no valor do aluguel


Deflação do aluguel foi puxada pelas cidades de Fortaleza, Goiânia e Rio de Janeiro. A capital fluminense, inclusive, deixou de ter o metro quadrado alugado mais caro do país, sendo superada por São Paulo (crédito: Andrey_Popov/shutterstock)

20/07/2017 | 12:53 - O aluguel dos imóveis residenciais ficou 3,89% mais barato nos 12 meses encerrados em junho, segundo o índice FipeZap. Os reajustes negativos são resultado de um setor instável e do enfraquecimento do mercado imobiliário, afirmam os pesquisadores.

De acordo com o indicador, de janeiro a junho o preço do aluguel teve alta de 0,47%, período em que a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) girava em torno de 1,18%. Entretanto, na passagem de maio para junho, o preço dos aluguéis recuou 1,12%. As cidades que apresentaram os maiores recuos foram Fortaleza (-1,33%), Goiânia (-1,28%) e Rio de Janeiro (-1,10%). O valor do aluguel subiu, por sua vez, nas cidades de Florianópolis (1,26%), São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo (0,79%) e em Curitiba (0,56).

Em junho, o valor médio do aluguel em 15 cidades monitoradas pelo indicador foi de R$ 28,65/m². Os menores preços foram registrados em Goiânia (R$ 15,01) e Fortaleza (R$ 16,33). Por outro lado, a cidade de São Paulo ultrapassou o Rio de Janeiro e figura como o metro quadrado para locação mais caro do Brasil: (R$ 35,83). Na sequência, aparecem a capital fluminense (R$ 33,79) e o Distrito Federal (R$ 29,52).

São Paulo

Segundo o Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), a capital paulista acumulou queda de 0,6% no valor dos contratos de locação dos últimos doze meses, encerrados em junho, sobre o período anterior.

A variação em 12 meses ficou em - 0,78%, em linha com o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Segundo o vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP, Rolando Mifano, apesar da retração continua, os números demonstram que o mercado de locação está reagindo positivamente. É esperado que, com a menor força do encolhimento, haja melhora na graduação das variações mensais nesse semestre.

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