Preço dos imóveis continua em queda, mas desacelera, diz Abecip
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Enquanto São Paulo, Salvador, Curitiba e Goiânia apresentam alta no preço dos residenciais, Rio de Janeiro registra maior baixa entre as capitais nos últimos 12 meses

De acordo com a Abecip, o índice aponta para leve desaceleração na queda de preços dos imóveis residenciais (crédito: Tang Yan Song/ shutterstock)
29/08/2017 | 10:00 – O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) apresentou uma variação de -0,19% em julho. Apesar do resultado negativo, a avaliação dos últimos 12 meses mostra uma tendência de reversão de queda. Enquanto o acumulado encerrado em julho ficou em - 1,48%, em maio havia sido de -1,59%. Os valores são aferidos pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Das capitais analisadas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife e Porto Alegre tiveram as maiores quedas. A capital fluminense, inclusive, é responsável pela maior variação negativa no preço dos imóveis em julho (-1,14%) e no acumulado dos últimos 12 meses (- 4,28%). Salvador (0,21%) e São Paulo (0,18%) apresentaram resultados positivos, também observados em Curitiba e Goiânia.
O Sindicato da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) atribui a desaceleração na queda dos preços dos imóveis residenciais a fatores como a queda de juros, a redução do comprometimento da renda das famílias com o pagamento de empréstimos anteriores e o início da recuperação dos níveis de emprego. Apesar disso, a entidade frisa que os efeitos mais fortes desse movimento só devem aparecer a longo prazo.
O índice nas capitais:
| Capitais | % no mês | % no ano | % 12 meses |
| Goiânia | 0,07 | -0,97 | -2,05 |
| Curitiba | 0,08 | 0,31 | -0,11 |
| São Paulo | 0,18 | -0,25 | -0,78 |
| Salvador | 0,21 | -0,24 | -1,71 |
| Fortaleza | -1,10 | 0,28 | -0,81 |
| Recife | -0,16 | -1,01 | -1,30 |
| Porto Alegre | -0,16 | -0,10 | -0,49 |
| Belo Horizonte | -0,52 | -1,76 | -2,34 |
| Rio de Janeiro | -1,14 | -2,62 | -0,85 |
| Brasil | -0,19 | -0,76 | -4,28 |

