Polícia prende suspeito de vender ilegalmente unidades do MCMV no RJ
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Trabalho foi realizado durante operação para desocupação dos apartamentos, no condomínio Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, zona oeste da capital fluminense

O Condomínio Colônia Juliano Moreira possui 1.400 unidades, onde residem famílias que viviam em áreas de risco e foram realocadas ou sorteadas pelo MCMV, faixa 1 (Créditos: divulgação/ Prefeitura do Rio de Janeiro)
19/02/2019 | 10:38 - Agentes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação do Rio de Janeiro, em conjunto com a Guarda Municipal, prenderam um homem acusado de vender ilegalmente unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) no condomínio Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, zona oeste da capital fluminense. O trabalho foi realizado durante operação para desocupação dos apartamentos no local. A polícia investiga a possibilidade de milicianos estarem envolvidos na fraude.
A estimativa é de que 36 unidades estão ocupadas de maneira irregular no condomínio. Segundo a gestão municipal, duas famílias foram retiradas dos apartamentos e levadas para casa de parentes, e quatro famílias prestaram depoimento e abandonarão os imóveis. Em duas unidades, a prefeitura deixou notificações, pois não havia ninguém no local.
O Condomínio Colônia Juliano Moreira possui 1.400 unidades, onde residem famílias que viviam em áreas de risco e foram realocadas ou sorteadas pelo MCMV, faixa 1 (renda familiar bruta de até R$ 1.800 por mês).
A Prefeitura do Rio disse, em nota, que “em relação às unidades ocupadas irregularmente, alguns beneficiários sorteados já assinaram contrato com o banco responsável pelo financiamento. Outros aguardam a finalização do contrato para as assinaturas e outros esperam pela avaliação do banco para a concessão do financiamento".
A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Habitação do Rio ressalta que os imóveis do MCMV só podem ser usados para moradia, e não podem ser alugados ou vendidos até o final do pagamento do financiamento. Além disso, não existe previsão de parcela antecipada ou intermediária.

