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PIB da construção cresce 1,7% no 3º trimestre

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

No ano, a queda é de 5,1%. Esse resultado interrompe a sequência de quedas observada nos dois trimestres anteriores

O PIB da economia brasileira apresentou variação positiva de 0,1% no terceiro trimestre frente ao período anterior, na série com ajuste sazonal. Esse resultado interrompe a sequência de quedas observada nos dois trimestres anteriores. Apesar de discreto, esse crescimento caracteriza o fim da recessão técnica que marcou a primeira metade do ano.

Dentre os grandes setores da economia, o destaque ficou por conta da indústria, que teve alta de 1,7%, bastante influenciada pelo desempenho da indústria extrativa (2,2%) e da construção civil (1,3%). Já a indústria de transformação teve alta de apenas 0,7%, sempre na comparação dessazonalizada com o trimestre anterior.

Considerando os componentes da demanda agregada, o consumo das famílias teve queda de 0,3%, a maior variação negativa na série com ajuste sazonal desde a crise de 2008. Gastos públicos (consumo do governo) e investimento compensaram essa queda com elevações idênticas de 1,3%. Já na área externa, as importações cresceram mais que as exportações: 1% e 2,4%, respectivamente.

Na comparação com igual trimestre de 2013, o PIB teve queda de 0,2%. Nessa base de comparação, o principal destaque negativo ficou por conta da indústria, com queda de 1,5%. No caso específico da indústria de transformação, a queda foi de 3,6%. Já a construção civil, cujo desempenho é estimado pela produção física de materiais, a queda foi de 5,3%.

Dentre os componentes de demanda, a queda mais expressiva na comparação com o terceiro trimestre de 2013 foi registrada na formação de capital fixo (8,5%). Com isso, a taxa de investimento no trimestre ficou em 17,4% do PIB, contra 19% em igual trimestre do ano anterior. Já o consumo das famílias e os gastos correntes do governo cresceram 0,1% e 1,9%, respectivamente.

No acumulado do ano até setembro, o PIB registra alta de 0,2%. No mesmo período a construção acumula retração de 5,1%.

Segundo Ana Maria Castelo, coordenadora de estudos da construção da FGV, apesar de positivo, o desempenho do PIB confirmou a perda de fôlego do consumo das famílias, componente de demanda que vinha impulsionando a atividade econômica ao longo dos últimos anos.

“Com o fim dos efeitos negativos da Copa do Mundo e a definição do cenário sucessório, o grande desafio é dar novo impulso ao investimento nos próximos trimestres, abrindo caminho para um padrão mais sustentável de crescimento. Ao mesmo tempo, o gasto público também não poderá contribuir de forma mais expressiva para o crescimento da demanda em um contexto de aperto fiscal. Resta, ainda, esperar que os novos patamares da taxa de câmbio permitam ao saldo do comércio exterior também voltar a contribuir com a demanda total nos trimestres à frente”, comenta Ana Castelo.

Fonte: Sinduscon-SP
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