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Museu do Amanhã fica pronto no aniversário do Rio de Janeiro

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

A proposta da instituição de história natural e tecnologia é compartilhar conhecimento, com ênfase na divulgação científica e na educação

Para conceber o desenho do edifício que abrigará o Museu do Amanhã, o arquiteto espanhol Santiago Calatrava considerou aspectos culturais e históricos do Rio de Janeiro e se inspirou em elementos da fauna e da flora brasileiras, numa pesquisa que levou a várias visitas ao Jardim Botânico, ao parque Lage e ao sítio Burle Marx.

O local escolhido para a implantação do museu é um ponto estratégico da orla carioca: o píer junto à histórica praça Mauá. As obras de fundação começaram em agosto de 2010 e a construção, em novembro de 2011. Com 77% dos trabalhos concluídos, a inauguração do museu está prevista para o primeiro semestre de 2015.

A proposta da instituição de história natural e tecnologia é compartilhar conhecimento, com ênfase na divulgação científica e na educação, por meio de experiências multimídia e multissensoriais, com linguagem acessível aos diversos públicos. “Atender ao programa, integrar o edifício ao entorno e otimizar a área útil do terreno foram as premissas que guiaram a concepção arquitetônica, dando origem a um edifício de geometria icônica”, observa Lúcia Basto, gerente geral de Patrimônio e Cultura da Fundação Roberto Marinho, uma das idealizadoras do museu.

Destaque no conjunto, a cobertura é constituída de perfis metálicos que mudam de posição conforme a incidência solar, permitindo maior penetração da luz natural no interior do edifício e a captação pela usina fotovoltaica instalada no topo. “Serão cerca de 30 mil metros quadrados distribuídos entre jardins, espelhos d’água, ciclovia, área de lazer e a edificação”, ela explica.

O prédio se incorpora ao entorno da região portuária e marca o reencontro da população com o mar. Ao redor da edificação, grande espelho d’água e área de caminhada se conectam ao novo passeio público arborizado, que terá 3,5 quilômetros de extensão e 215 mil metros de área, do armazém 8 à praça 15. “Ao longo desse passeio, edifícios históricos em sequência, antes encobertos pela sombra da Perimetral, ressurgem para o cidadão. Centros culturais desenham um novo circuito, que tem o Museu do Amanhã como polo geográfico”, destaca Alberto Silva, presidente da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (Cdurp).

Segundo o presidente da Cdurp, a proposta de questionar as tendências da atualidade e perspectivas da humanidade para os próximos 50 anos está diretamente alinhada à revitalização. Suas características seguem princípios e regras ambientais que se valem de iluminação natural, captação de luz solar, climatização a partir da geração de calor, reutilização da água e outros recursos importantes na sustentabilidade.

Com 15 mil metros quadrados de área construída, o edifício do museu terá dois andares destinados ao público - compostos por 6 mil metros quadrados de área expositiva, auditório com 392 lugares, loja, restaurante, café, espaços educativos e bilheteria -, um mezanino e uma galeria com áreas técnicas e subsolo de serviço. “A capacidade estimada de visitantes é de cerca de 11,5 mil por dia, sendo aproximadamente 2,3 mil o máximo de pessoas por vez”, diz Lúcia Basto.

O projeto usa essencialmente o concreto como matéria‑prima, capaz de dar forma aos seus elementos curvos e/ou inclinados, além de funcionar como suporte para a estrutura metálica da cobertura, que se assemelha a um casco de navio invertido. Segundo Lúcia, a geometria da cobertura metálica é definida por uma grade estrutural triangular simétrica, tramada entre duas linhas geométricas retas externas.

Essas linhas correm ao longo de 340 metros de comprimento de uma extremidade a outra, sendo 205 metros o comprimento do corpo do edifício, com pé-direito de 17 metros. Assinado pelo escritório de Santiago Calatrava, o projeto conceitual da estrutura da cobertura foi desenvolvido no Brasil pela ‘Projeto Alpha Engenharia’. Durante o período de execução, a verificação dos desenhos de fabricação ficaram a cargo da Martifer, responsável também pela fabricação e montagem.

Fonte: Sinaenco
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