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Modelo de construção do Rodoanel é modificado pela segunda vez

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Governo Dória realizou alterações antes de retomar as obras que concluirão o anel viário

Rodoanel de São Paulo passa pela segunda remodelação no modelo de construção
O Rodoanel é o anel viário que interliga as principais rodovias conectadas à capital paulista (Foto: Deni Williams/Shutterstock)

13/01/2022 | 17:00 – As obras do Rodoanel, o anel viário que interliga as principais rodovias conectadas à capital paulista, passaram pela segunda alteração no modelo de construção, no início de janeiro, antes de serem retomadas.

As mudanças são da gestão de João Dória (PSDB), que tenta concluir a edificação, iniciada ainda no primeiro governo tucano em São Paulo, a tempo de disputar as eleições presidenciais. As obras foram iniciadas sob o mandato de Mário Covas, em 1998, e nenhum governador até agora conseguiu terminá-la.

A proposta de Dória é instituir uma Parceria Público-Privada (PPP), no valor de R$ 2,4 bilhões, para concluir os 15% restantes do anel — correspondentes à fase norte, com 47,6 quilômetros de extensão. Essa porção incompleta consiste na última fase do projeto, que dará acesso ao aeroporto de Guarulhos.

Segundo o secretário estadual de Logística e Transportes, João Octaviano Machado Neto, a conclusão da obra já tem, inclusive, um espécie de prazo pré-estabelecido: tudo indica que ela será retomada até meados de abril, momento em que as disputas presidenciais se iniciam. Essa é a segunda tentativa do governador João Dória de dar continuidade ao projeto, que tem divulgado a marca de 8 mil obras em andamento no Estado de São Paulo.

No início de 2021, o vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB), responsável pelas concessões e parcerias do Estado na época, também tentou propor uma alternativa para prosseguir com os trabalhos no Rodoanel. Ele refez o edital de concessão e sugeriu que a empresa vencedora do projeto pudesse operar a via por 30 anos, através da exploração comercial por meio de pedágios. Todavia, Garcia não conseguiu aprovações suficiente para prosseguir com a iniciativa.

O trecho norte, em específico, foi lançado em 2013. Até o ano de 2020, a fração do Rodoanel vinha acumulando irregularidades: o estudo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) chegou a divulgar 1.291 falhas na construção — 59 delas em nível grave. Um dos acidentes apontados pelo IPT e envolvendo o trecho do Rodoanel foi o desabamento de um dos túneis, em 2015, que provou prejuízos de R$ 39 milhões na época.

Desde então, construção dessa porção do Rodoanel passou a ser marcada por atrasos e denúncias de corrupção. No lançamento da construção, em 2013, as despesas eram de cerca de R$ 5,6 bilhões. Atualmente, contando com o possível investimento da PPP — de R$ 2,4 bilhões —, a estimativa é de um orçamento de R$ 12,4 bilhões: uma elevação de 120%.

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