Ministro afasta risco de novo rompimento de barragem em Brumadinho
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Um dia após o rompimento da barragem 1 da Mina do Feijão, que atingiu a cidade mineira no dia 25/1, autoridades passaram a monitorar nível da barragem 6, que também oferecia riscos

Segundo o ministro Gustavo Canuto, as sirenes de alerta para evacuar os locais próximos à tragédia em Brumadinho não tiveram relação alguma com evidência de rompimento (Créditos: divulgação/ Prefeitura de Murié-MG)
28/01/2019 | 15:52 - O Governo Federal anunciou que o nível da barragem 6, na região de Brumadinho (MG), já está controlado. A nova ameaça ganhou força um dia após o rompimento da barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, na tarde do último dia 25/1, que surpreendeu os moradores da região e provocou pelo menos 60 mortes e deixou pelo menos 290 pessoas desaparecidas.
O ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, reuniu-se no domingo por quase quatro horas com técnicos e diretores da Agência Nacional de Águas (ANA). Segundo Canuto, foi instalada uma segunda bomba que reforçou a drenagem da barragem 6. “Não houve risco de rompimento, mas o aumento de nível da barragem”, explicou.
Canuto afirma que a situação já era prevista, mas ocorreu em velocidade maior do que o esperado, devido ao comprometimento do dreno da barragem 6 e ao excesso de chuvas, que elevou o nível de água. “Vamos recuperar o dreno para que a barragem 6 volte a trabalhar como esperado”.
Ainda, segundo o ministro, as sirenes para alertar a população não tiveram relação alguma com evidência de rompimento, e foram acionadas apenas como medida de cautela e preocupação.
Tragédia de Brumadinho
Na última sexta-feira (25), a barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, situada em Brumadinho (MG) e pertencente a Vale, se rompeu, dispersando um grande volume de rejeitos de minério em comunidades da região e ao longo das margens do rio Paraopeba, na Bacia do Rio São Francisco. Após o acontecimento, o corpo de bombeiros e a Defesa Civil de Minas Gerais tomaram medidas imediatas para o socorro das vítimas.
Até a publicação desta reportagem, foram confirmadas 60 mortes na tragédia, sendo 19 corpos identificados. 192 vítimas foram resgatadas e, aproximadamente, 292 pessoas continuam desaparecidas.

