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MG desativa parte de projeto de Niemeyer que custou mais de R$ 1 bi

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Para economizar com manutenção, Poder Executivo mineiro desocupa Palácio Tiradentes, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte. Não há previsão de novo uso do prédio

Palácio Tiradentes, parte do complexo Cidade Administrativa, projetado por Oscar Niemeyer será desativado pelo governo
Cidade Administrativa abriga cinco prédios projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer (crédito: Ronaldo Almeida / shutterstock)

05/04/2018 | 14:17 – O Governo do Estado de Minas Gerais vai desativar o Edifício Tiradentes, parte do complexo da Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves, em Belo Horizonte, e realocar 150 servidores das Secretarias de Estado de Governo (Segov), de Casa Civil e de Relações Institucionais (Seccri), do Gabinete Militar do Governador (GMG) e da Secretaria-Geral.

De acordo com comunicado oficial divulgado em fevereiro, a medida vai ao encontro do corte de despesas proposto pelo Governo Federal. Anualmente, o prédio custa R$ 5 milhões ao governo mineiro – os gastos envolvem manutenção rotineira, consumo de água e energia.

Os funcionários serão transferidos para os prédios Minas e Gerais, também na Cidade Administrativa, que atualmente possuem 1.428 estações de trabalho livres, que consomem energia, manutenção e limpeza, ou seja, geram despesas como se estivessem ocupadas. A realocação deve ser concluída nos próximos dias. Já Edifício Tiradentes deverá permanecer de portas fechadas e sem uso.

Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves

Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer e inaugurada em 2010, a Cidade Administrativa é composta pelo Auditório Presidente Juscelino Kubitschek, Edifício Minas, Gerais, Centro de Convivência, Estação Água Gelada e o Palácio Tiradentes – que possui e maior vão livre do mundo, com 147 metros de comprimento por 26 metros de largura, capaz de suportar o edifício de quatro pavimentos.

Com uma área de 800 mil m², o complexo foi criado para centralizar as secretarias e demais órgãos do Governo Estadual, antes distribuídos em 53 endereços, e custou cerca de R$1,1 bilhão, pago integralmente pela empresa pública Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig).

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