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Mercado de locação residencial segue estável em SP, segundo Secovi

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Em fevereiro, o valor dos contratos de aluguel caiu 0,30% frente a janeiro. No mês, apenas os imóveis com dois dormitórios tiveram alta no preço do aluguel

O tipo de garantia que os inquilinos mais usaram foi o fiador dos contratos de locação. Na sequência, aparecem o depósito de três meses de aluguel e o seguro-fiança (Créditos: simona causarano/ Shutterstock)

17/03/2021 | 16:32 - Na cidade de São Paulo, o preço médio do aluguel residencial teve variação positiva de 0,80% no acumulado de 12 meses encerrados em fevereiro de 2021, percentual bem abaixo do IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado), medido pela Fundação Getulio Vargas, que registrou 28,94% em igual período. Em fevereiro, o valor dos contratos de aluguel caiu 0,30% em relação a janeiro.

Os dados foram obtidos na Pesquisa Mensal de Locação Residencial, realizada pelo Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP).

A pesquisa mostrou que, em fevereiro, apenas os imóveis com dois dormitórios tiveram alta no preço do aluguel (0,10%, em média). As unidades de 3 dormitórios registraram queda de 1,3%; e os imóveis de 1 dormitório, de 0,40%.

O tipo de garantia que os inquilinos mais usaram foi o fiador (45,5%) dos contratos de locação. Na sequência, aparecem o depósito de três meses de aluguel (39%) e o seguro-fiança (15,5%).

Segundo Adriano Sartori, vice-presidente de Gestão Patrimonial e Locação do Secovi-SP, os percentuais apurados em fevereiro indicam que o mercado de locação residencial em São Paulo segue estável, com ligeira variação do valor médio do aluguel, que está descolando-se cada vez mais do IGP-M.

O profissional reforça a necessidade de proprietários e inquilinos continuarem abertos à negociação, ajustando o valor do novo contrato de acordo com as características do imóvel, estado de conservação, localização, preço médio vigente no mercado e se enquadrando, nesse momento, à capacidade financeira de ambos. “Esse movimento de as partes negociarem é muito salutar para o setor imobiliário como um todo”, destaca Sartori.

A pesquisa do Secovi-SP também apurou o Índice de Velocidade de Locação (IVL), que analisa o número de dias que se espera até que se assine o contrato de aluguel. Conforme a pesquisa, o período de ocupação foi de 24 a 80 dias. Casas e sobrados foram alugados mais rapidamente (24 a 50 dias), seguidos dos apartamentos, que levaram 29 a 80 dias.

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