Licenças ambientais atrasam e Samarco só voltará a operar em 2018
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Enquanto aguarda aprovação de Estudo de Impacto Ambiental pelo município de Santa Bárbara, mineradora refaz planejamento para retomada das atividades no próximo ano

A Samarco teve suas operações paralisadas em 2015, após o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana, Minas Gerais, considerado o maior desastre ambiental do Brasil (crédito: Leonardo Mercon/ shutterstock)
27/07/2017 | 17:39 – Com operações suspensas desde o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG), há dois anos, a Samarco deve retomar as atividades somente em 2018. A expectativa inicial da companhia de voltar no segundo semestre desse ano teve que ser adiada devido ao atraso na obtenção de licenças ambientais junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas Gerais (Semad)..
Um dos documentos envolve a liberação da cava de Alegria do Sul, em Ouro Preto (MG), que será usada como depósito de rejeitos. A empresa também aguarda a aprovação do Licenciamento Operacional Corretivo (LOC), que depende da entrega um Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima). Este estudo segue inconcluso por falta de anuência do município de Santa Bárbara.
Mesmo após a obtenção das licenças, a empresa estuda o prazo de mais seis meses para realizar as obras estruturais de engenharia para preparação da cava – que terá capacidade para armazenar 17 milhões de m³ de rejeitos.
Com o retorno de suas operações, a Samarco pretende produzir aproximadamente 36,7 milhões de toneladas de pelotas de minério somente nos dois primeiros anos, cerca de 60% da sua capacidade produtiva.
De acordo com um estudo de impacto financeiro realizado pela Tendência Consultoria Integrada, cerca de R$ 989 milhões em impostos federais, estaduais e municipais deixarão de ser arrecadados no próximo ano em função do atraso na retomada das atividades da mineradora. Além disso, cerca de 20 mil vagas diretas e indiretas de emprego estão em risco.

