Indústria brasileira do aço vive crise profunda e estima demitir mais 4 mil
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Neste momento, o setor já computa 11,2 mil demissões de funcionários desde junho de 2014
17 de junho de 2015 - A indústria brasileira do aço enfrenta sua maior crise desde 2009, quando foi atropelada pela debacle do banco Lehman Brothers, nos EUA, em setembro de 2008, que arrastou toda a economia mundial. Na época, teve de fechar seis altos-fornos, mas praticamente não foi obrigada a demitir. Agora, acaba de registrar recuo nas vendas interna, em maio, acima de 22% sobre o volume de um ano atrás, e o consumo aparente do mercado no país, somando importação com despachos locais, teve retração de quase 23%.
Neste momento, o setor já computa 11,2 mil demissões de funcionários desde junho de 2014. Além disso, 1.4 mil trabalhadores – a maioria da fabricante de tubos Vallourec-Sumitomo, em Minas, entraram em regime de “layoff” (suspensão temporária de contratos de trabalho). A Usiminas desativou dois de seus altos-fornos no início do mês.
Outros 4 mil postos de trabalhos do setor é quase certo que serão cortados nos próximos meses se a situação de fraca demanda persistir. Essa é a projeção do Insituto Aço Brasil, que reúne as siderúrgicas locais, em levantamento inédito da situação operacional de cada uma das empresas no país. “No momento, temos 20 unidades de produção desativadas ou paralisadas, sendo dois alto-fornos, quatro aciarias e quatro laminadores”, afirmou Marco Polo de Melo Lopes, presidente executivo da entidade.

