Índice de Clima Econômico recua 8,2 pontos no terceiro trimestre
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
O Índice, apurado pela Fundação Getulio Vargas, monitora e antecipa tendências econômicas na América Latina

Entre os dez países pesquisados, o Brasil ficou com o sexto melhor desempenho (Foto: rafastockbr/Shutterstock)
22/08/2022 | 13:15 – O Índice de Clima Econômico (ICE) do Brasil, que monitora e antecipa tendências econômicas na América Latina, declinou 8,2 pontos no terceiro trimestre do ano, em relação ao trimestre anterior, totalizando 54,5 pontos. Os dados foram divulgados hoje (22) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
O resultado também não é positivo para a América Latina, que registrou variação negativa de 12,6 pontos. O índice para a região foi de 67,3 pontos para 54,7 pontos no mesmo período. A apuração é baseada em informações divulgadas trimestralmente por especialistas nas economias de seus respectivos países — que é o que possibilita um estudo acerca da América Latina como um todo.
Entre os dez países pesquisados, o Brasil ficou com o sexto melhor desempenho (atrás do Uruguai, com 122,6 pontos; Paraguai, com 101,1 pontos; Colômbia, com 72,6 pontos; Equador, com 70,5 pontos; e Bolívia, com 67,6 pontos) e o quinto pior resultado (à frente da Argentina, com 25,8 pontos; Chile, com 36,2 pontos; México, com 48,7 pontos; e Peru, com 49,7 pontos).
Segundo os economistas, a queda no ICE brasileiro foi influenciada por duas variantes: o Índice de Expectativas, que retrata a opinião dos especialistas em relação ao futuro e recuou 33,3 pontos, e o Índice da Situação Atual, que retrata a opinião dos especialistas em relação ao presente e subiu 12,9 pontos.
A pesquisa também questionou especialistas se eles consideravam que o Brasil estava enfrentando problemas de abastecimento de insumos e matérias-primas. Dos entrevistados, 13,3% disseram que sim, de forma grave, enquanto 66,7% responderam que sim, mas de forma moderada.

