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IGP-DI registra desaceleração em julho

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

É o primeiro declínio do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna desde novembro do ano passado

pessoa segurando notas de 50 reais
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) (Foto: Vergani Fotografia/Shutterstock)

05/08/2022 | 12:59 – O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) desacelerou em julho. Com deflação de 0,38% para o sétimo mês do ano, o indicador também registrou queda de 11,12%, em junho para 9,3% em julho na taxa relativa aos últimos 12 meses. Esse é o primeiro recuo desde novembro de 2021.

Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), que afirmou que os resultados também são positivos na comparação anual — em julho do ano passado, o índice havia subido 1,45% e acumulava elevação de 33,35% em 12 meses.

Para o coordenador do Índices de Preços do Ibre/FGV, André Braz, o resultado foi impulsionado pela queda nos preços de grandes commodities, como o minério de ferro (de -1,63% para -12,94%) e a soja (de -0,81% para -2,27%).

O IGP-DI é composto por outros três indicadores: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que caiu 0,32% em julho, frente a um aumento de 0,44% no mês anterior; o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que recuou 1,19% em julho, após alta de 0,67% em junho; e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que subiu 0,86% em julho, ante 2,14% no mês anterior.

Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA)

Segundo o Ibre/FGV, o principal responsável pela queda de 0,32% em julho, registada pelo IPA, foram os alimentos processados, que recuaram de 0,72% para -0,08%.

Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou de 0,72% em junho para 0,28% em julho; a taxa do grupo Bens Intermediários recuou de 1,33% em junho para 0,89% em julho; e o estágio das Matérias-Primas Brutas intensificou a queda em sua taxa de variação, ao registrar declínio de -0,78% em junho para -2,19%, em julho.

Índice de Preços ao Consumidor (IPC)

O IPC, que também recuou em julho (1,19%) após alta em junho (0,67%), deve o resultado a quatro das oito classes de despesa componentes do indicador. Elas são: transportes (0,18% para -4,81%), educação, leitura e recreação (2,06% para -4,06%), habitação (0,43% para -0,70%) e vestuário (1,26% para 0,47%).

As classes que registraram acréscimo são: comunicação (-1,08% para -0,09%), alimentação (1,30% para 1,34%), despesas diversas (0,13% para 0,30%) e saúde e cuidados pessoais (0,42% para 0,45%).

Índice Nacional de Custo da Construção (INCC)

Por fim, o INCC, que subiu 0,86% em julho, ante 2,14% em junho, deve seu resultado aos três grupos componentes do indicador: materiais e equipamentos (1,07% para 0,34%), serviços (0,68% para 0,62%) e mão de obra (3,35% para 1,36%).

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