IGMI-R apura alta de 0,21% no valor dos imóveis residenciais em março
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Indicador acumulado em 12 meses avançou 0,82%, acelerando em relação ao mês anterior. Na comparação entre os primeiros trimestres de 2019 e 2018, o aumento foi de 0,71%

Entre as dez capitais brasileiras que abrangem o índice, em março, Porto Alegre e Rio de Janeiro registraram queda no valor nominal dos imóveis residenciais (Créditos: Lisandro Luis Trarbach/ Shutterstock)
07/05/2019 | 17:18 - O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), medido pela Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), teve alta de 0,21% em março, percentual superior ao observado em fevereiro (0,04%). Com o resultado, o indicador acumulado em 12 meses avançou para 0,82%, frente ao 0,68% apurado no mês anterior.
Na comparação entre os primeiros trimestres de 2019 e 2018, a pesquisa apontou aumento médio nominal de 0,71% no valor das unidades, resultado idêntico ao do trimestre anterior, o que interrompe uma sequência de aceleração que vinha acontecendo desde o terceiro trimestre de 2018.
Segundo a Abecip, entre as dez capitais brasileiras que abrangem o índice, em março, Porto Alegre e Rio de Janeiro registraram queda no valor nominal dos imóveis residenciais. No acumulado de 12 meses, apenas Recife e o Rio de Janeiro apresentam, ainda, variações nominais negativas, com -0,08% e -1,18%, respectivamente.
Os destaques positivos ficam por conta de São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza, Curitiba, Salvador, Goiânia e Brasília, que tiveram aumentos nos preços nominais de seus imóveis residenciais em março, e acelerações nas taxas acumuladas em 12 meses face a fevereiro. Com exceção de São Paulo, estas cidades também registraram alta na comparação do primeiro trimestre de 2019 com o mesmo período do ano passado.
Segundo a Abecip, apesar das recuperações nos valores nominais dos imóveis residenciais e considerando alguma aceleração inflacionária neste início do ano, a trajetória para a estabilidade dos preços reais ainda permanece lenta.
“Esta aceleração dos preços, no entanto, resulta principalmente de questões pontuais de oferta, não representando sinais de elevação consistente dos níveis de consumo e investimento na economia brasileira. Neste contexto, os preços do mercado imobiliário residencial ainda não devem apresentar uma recuperação significativa nos próximos meses”, conclui a entidade.

