Haddad lança edital para fazer 43 creches
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Com seu Plano de Metas, Haddad espera que 243 creches sejam construídas até 2016
09 de julho de 2014 - Nesta terça-feira (8), a Prefeitura de São Paulo abriu licitação para a construção das primeiras 43 creches da gestão Fernando Haddad (PT). O edital prevê investimento de R$ 222,4 milhões em todas as regiões da cidade. Com a criação das novas unidades, cerca de 12 mil vagas serão garantidas. De acordo com dados de junho, 128,5 mil crianças estão na fila de espera.
Com seu Plano de Metas, Haddad espera que 243 creches sejam construídas até 2016, mas, em um ano e meio de governo, planos só ficavam no papel. A construção das unidades no período são promessas da gestão anterior, 26 fora concluídas e 5 estão em obras. Cada unidade vai atender de 200 a 280 crianças de zero a 3 anos. Segundo a Prefeitura, o total de vagas vai variar de 8,6 mil a 12 mil.
As regras do edital estão divididas em quatro lotes, uma delas esclarece que os vencedores terão de seis meses a um ano para entregar as obras. Três delas devem incluir também Emeis (Escolas de Educação Infantil), para atender crianças de 4 a 6 anos.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, as 43 unidades estão incluídas no pacote de 172 creches que devem ser feitas em parceria com o MEC (Ministério da Educação), que promete repassar R$ 1,2 milhão por obras. O restante, aproximadamente R$ 170 milhões, deve ser bancado pela Prefeitura. A pasta afirma ainda que, as outras 71 creches serão construídas pelo município com a ajuda do governo do Estado ou por meio de convênios.
Prioridade
As creches serão construídas em locais que apresentam maior demanda de vagas e mediante a disponibilidade de terreno. Bairros do extremo sul terão prioridade, pois são regiões que registram as maiores filas. A quantidade de crianças à espera de vagas foi registrada mensalmente pela prefeitura.
Abaixo segue a quantidade de vagas por região:
No jardim Ângela são necessárias 7,8 mil novas vagas para cobrir a demanda. Grajaú aparece em seguida com 7,2 mil crianças na espera. Já Capão Redondo marca 6,5 crianças nas filas.
Nos bairros centrais a situação é diferente, quase todas as crianças cadastradas já foram atendidas. Na República, por exemplo, só 2 crianças esperam por vaga.

