Governo não paga construtoras do MCMV há mais de 60 dias, diz CBIC
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Atraso soma R$ 500 milhões somente na faixa 1 do programa. De acordo com a CBIC, situação afeta o emprego de 200 mil trabalhadores de 512 empresas

Atualmente, o Minha Casa, Minha Vida representa 70% do mercado imobiliário brasileiro (Créditos: divulgação/ Prefeitura Municipal do Paudalho-PE)
08/08/2019 | 09:06 - Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o pagamento às construtoras responsáveis por executar obras do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) está atrasado há mais de 60 dias e já somam R$ 500 milhões somente na faixa 1 do programa. A informação foi divulgada após reunião realizada na sede da entidade, na última terça-feira (6), em Brasília, que contou com a presença de aproximadamente 100 empresários do setor de todo o Brasil.
De acordo com a CBIC, a situação afeta o emprego de 200 mil trabalhadores e 512 empresas, responsáveis pela execução de 900 empreendimentos de habitação popular que ainda estão em andamento.
“A construção civil é um dos setores produtivos que mais gera postos de trabalho, mas que infelizmente está sob risco. O Minha Casa Minha Vida representa atualmente 70% do mercado imobiliário brasileiro”, afirma o presidente da CBIC, José Carlos Martins.
O atraso tem impactado, ainda, as faixas 1,5, 2 e 3 do MCMV, que além de utilizarem recursos do Orçamento Geral da União (OGU), operam com o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Conforme a CBIC, o setor da construção aguarda a publicação de uma portaria interministerial que irá zerar a parcela vinda do OGU às faixas 1,5 e 2 do programa, permitindo seu funcionamento apenas com o FGTS.
Ainda na terça-feira (6), representantes do setor se reuniram com o ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, e parlamentares federais, na sede do Ministério, em Brasília, para tratar das demandas do setor.
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