FGV faz previsão menor para o PIB da construção
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Antes a estimativa estava entre 1% e 2%, a previsão agora está entre 0% e 1%
A coordenadora de projetos da construção da FGV, Ana Maria Castelo, reviu para baixo a estimativa de crescimento do PIB da construção em 2014. Antes entre 1% e 2%, a previsão agora está entre 0% e 1%.
Ao falar em evento que reuniu um grupo de 16 grandes empresas parceiras do SindusCon-SP em 14 de outubro, na sede do sindicato, Ana Maria contestou que o PIB da construção vá cair cerca de 5% em 2014, como possivelmente deverá estimar o IBGE.
“Esta queda de 5% reflete o que está acontecendo na indústria de materiais da construção. Já nas construtoras, o emprego ainda permanecia estável até agosto. O segmento imobiliário está encerrando o ciclo que teve seu auge em 2010 e 2011. E o setor de infraestrutura vem se beneficiando do aumento dos recursos recebidos do BNDES”, afirmou.
A economista disse que, dependendo da extensão do ajuste a ser feito nas contas públicas e da evolução das obras de infraestrutura, a construção poderá tanto experimentar um crescimento negativo como um aumento acima de 1% em 2015, em relação a 2014.
Entretanto, ela chamou a atenção para o surgimento de 16 milhões de novas famílias nos próximos 10 anos, no país, o que deverá alimentar a demanda na construção, gerando novo crescimento.
No evento, o economista Rogério de Souza, consultor da FGV Projetos, apresentou um panorama da conjuntura econômica, mostrando o declínio da indústria. Ele chamou a atenção para a necessidade de adoção de políticas que restabeleçam a competitividade interna e externa da produção nacional.
Conduzido pelo presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, e pelo vice-presidente Francisco Vasconcellos, o evento ainda contou com a participação dos vice-presidentes Jorge Batlouni e Mauricio Bianchi, e dos conselheiros Paulo Batistella e André Glogowsky.
A coordenadora de Marketing, Ana Eliza Gaido, apresentou um calendário das atividades do SindusCon-SP em 2015, orientado para a superação dos desafios da produtividade e da sustentabilidade na construção civil.

