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Estudo da CNT relaciona acidentes com qualidade da malha rodoviária

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Segundo pesquisa, alto número de acidentes e mortes nas rodovias federais pode ser explicado pelo aumento da demanda e investimentos insuficientes em infraestrutura


Falta de sinalização e pistas simples de mão dupla são responsáveis por altos índices de acidentes graves (foto: Dado Photos/Shutterstock.com)

05/07/2018 | 12:20 – Entre 2007 e 2017, mais de 1,6 milhão de acidentes e 83 mil mortes foram registrados em rodovias federais brasileiras. No estudo “Acidentes Rodoviários e a Infraestrutura”, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) detalha os principais fatores que motivaram esses acidentes e analisa como se relacionam com as características da malha rodoviária brasileira.

Entre os motivos, está o aumento de 95,6% na frota de veículos nos últimos 11 anos e o baixo investimento na infraestrutura rodoviária, que resultou em uma avaliação de Estado Geral “regular” “ruim” ou “péssimo” em 61,8% da extensão avaliada pela pesquisa CNT de Rodovias 2017.

Grande parte da malha rodoviária federal é composta por rodovias de pista simples de mão dupla (83,5% da extensão total). Nesse tipo de rodovia, concentram-se 54% dos acidentes e 71,4% das mortes. Já os trechos com pista dupla (16,1% da extensão total) totalizam 45% dos acidentes e 28% das mortes.

Análise acidentes x condição da rodovia

O estudo fez uma análise comparativa com a quantidade e a gravidade dos acidentes pela qualidade avaliada das estradas. Ocorrem mais acidentes nos trechos avaliados como “Ótimo” ou “Bom” (12,2 acidentes a cada 10 km) do que nos trechos com avaliação negativa (8,7 acidentes a cada 10 km). No entanto, as fatalidades ocorrem em maior número nos trechos com avaliação negativa (11,3 óbitos a cada 100 acidentes) do que nos trechos avaliados positivamente (10,5 óbitos a cada 100 acidentes).

Acidentes registrados na categoria “Falta de atenção à condução” apresentam maior índice de gravidade em rodovias classificadas negativamente em relação à sinalização. Trechos avaliados em “Péssimo” ou “Ruim” apresentaram 10,7 mortes a cada 100 acidentes e 10,6 mortes a cada 100 acidentes, respectivamente, enquanto que nos trechos classificados como “Ótimo” o índice foi de 5,3 óbitos a cada 100 acidentes.

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