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Especialistas preveem economia fraca no setor da construção em 2015

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Além da construção, outros setores merecem atenção, como o turismo, diz José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP

Na Reunião de Conjuntura Econômica do SindusCon-SP em 19 de agosto, o vice-presidente de Economia, Eduardo Zaidan, previu a possibilidade de haver um forte ajuste nas contas públicas em 2015, com contenção das despesas públicas e elevação dos preços dos combustíveis e da energia.

"Será preciso dar um passo atrás, porque faltou a produtividade. Houve aumento da renda, e com isso também aumentou a demanda. Portanto, ao mesmo tempo em que se buscará sanear as finanças públicas, será importante manter os financiamentos do BNDES", comentou.

Neste cenário, o presidente do SindusCon-SP, José Romeu Ferraz Neto, manifestou a importância de ampliação dos investimentos em infraestrutura, fortalecimento do crédito para as empresas e redução da burocracia. "Além da construção, outros setores merecem atenção, como o turismo. No Nordeste, temos uma boa rede aeroportuária. Mas uma passagem aérea para Fortaleza custa tanto quanto para Miami. Se o governo subsidiasse as passagens, teríamos um grande afluxo de turistas, garantindo empregos e renda o ano inteiro", comentou.

Produtividade – O professor da FGV Robson Gonçalves defendeu que o ajuste na economia seja feito de uma vez. "Um choque trará mais inflação e recessão num primeiro momento, mas deverá abrir o caminho para a retomada do crescimento. Colocar os preços relativos no lugar contribuirá para a recuperação da confiança dos investidores. A correção cambial beneficiará as exportações. A economia já teve a capacidade de se recuperar de choques anteriormente."

Segundo ele, a opção por um ajuste gradual deverá manter o atual cenário econômico de baixo crescimento e falta de confiança dos investidores por mais quatro anos. "No choque, o governo precisará cortar muita coisa, mas espero que preserve os repasses para o Finame e promova o aumento da produtividade."

Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da FGV, alertou que nesse cenário um esforço por mais produtividade e industrialização na construção também depende dos gestores das construtoras. Segundo ela, apesar do declínio dos indicadores de crescimento e confiança, a construção ainda vive o pleno emprego, e no primeiro semestre este indicador cresceu em áreas como preparação de terrenos e escritórios de engenharia e arquitetura.

"De qualquer forma, reduzimos para cerca de 1% nossa expectativa de crescimento da construção em 2014. E 2015 será um ano difícil", comentou a economista.

Fonte: Sinduscon-SP

 

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