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Especialistas debatem retomada do mercado imobiliário pós-pandemia

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

AEClive tratou dos impactos da pandemia no setor, as tendências para o mercado nos próximos meses e as estimativas para a recuperação econômica

Clique na imagem acima para assistir à live na íntegra

28/07/2020 | 11:06 - O Portal AECweb, realizou na quinta-feira (23/07), mais uma AEClive. Com o tema “Perspectivas para a retomada do mercado imobiliário brasileiro”, o evento recebeu Carlos Bianconi, presidente da RNI, e Rodger Campos, economista do Grupo Zap.

Os palestrantes abordaram os impactos da pandemia no setor, as tendências para o mercado nos próximos meses e as estimativas para a recuperação econômica.

IMPACTOS DA PANDEMIA

O economista do Grupo Zap, Rodger Campos, informou que, em relação ao mercado imobiliário residencial, a pandemia do novo Coronavírus afetou fortemente a oferta de unidades. Segundo ele, o último levantamento realizado pela Abrainc apontou que a oferta de novos imóveis residenciais caiu 16% no acumulado de 2020 frente ao mesmo período do ano passado.

“Esta queda é muito mais acentuada no nível de médio e alto padrão. Nós temos uma queda de produção que passa para todos os setores da economia. O setor da construção civil e, mais especificamente, o imobiliário residencial não ficam separados disso. Dessa forma, a oferta de imóveis, inclusive na incorporação, também cai”, disse.

Rodger ressaltou, ainda, que antes da pandemia o setor vinha em uma crescente e o mercado estava se recuperando da crise de 2014.

Carlos Bianconi, presidente da RNI, iniciou sua participação dizendo que a expectativa para 2020 era de que a economia do País cresceria, e por isso a maioria das incorporadoras se prepararam para um ano com um grande aumento no número de lançamentos imobiliários.

Bianconi informou que, com a chegada da pandemia, a primeira medida adotada por sua empresa foi suspender os lançamentos e focar na venda de imóveis por meio de plataformas digitais.

“Nós percebemos que, na média e alta renda, não houve uma grande aderência. Não vemos as empresas operando bem com estes tipos de imóveis. Mas, no econômico e baixa renda tivemos uma aderência acima de 90%”, informou.

O presidente da RNI complementou dizendo que o cliente consegue executar todos os processos da compra pelo canal digital, de uma forma interativa.

PERSPECTIVAS PÓS-PANDEMIA

Bianconi também informou que, do ponto de vista digital, a pandemia ajudou muito o setor imobiliário a evoluir. Segundo ele, um exemplo disso, é que 14 Estados já estão registrando digitalmente os contratos de alienação fiduciária de imóveis. Para o profissional, este processo é uma continuidade da experiência digital proporcionada com a venda online.

Ele disse ainda que a tendência é manter e, inclusive, ampliar estes processos digitais nos próximos meses.

“Nós estamos evoluindo também. Estamos buscando desenvolver carrinhos de compra, ou seja, e-commerce. Estamos pensando no próximo passo. Queremos propor uma tratativa mais automatizada, econômica e interativa”, concluiu.

Já em relação à retomada do setor nos próximos meses, Rodger Campos explicou que a recuperação deve começar por São Paulo, já que é o maior polo econômico do País e, em seguida, se espalhar pelo restante do território nacional.

Entretanto, analisando pelo ponto de vista político e considerando a probabilidade da criação de uma política pública que fomente a habitação popular no Nordeste do País, há boas chances de a recuperação passar por esta região.

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