Empréstimos com garantia de imóveis aumentam na pandemia
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Opção de crédito em que o imóvel é dado como garantia subiu 13% em 2021

O modelo de empréstimo alcançou, somente no primeiro semestre de 2021, a marca de 11.151 novos contratos (Foto: David Gyung/Shutterstock)
02/02/2022 | 13:56 – A modalidade de empréstimo em que imóveis são dados como garantia teve alta de 13% em 2021, segundo a Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
Também conhecido como Home Equity ou CGI (Crédito com Garantia de Imóvel), o modelo de empréstimo alcançou, somente no primeiro semestre de 2021, a marca de 11.151 novos contratos — que, em termos financeiros, superavam o capital de R$ 2,3 bilhões.
Até então, esses números já indicavam crescimento de 3,9% em comparação com o ano anterior. Em novembro, os números haviam crescido ainda mais, quando resultaram em R$ 4,856 bilhões.
Frente à explosão de empréstimos, o governo anunciou, no final de 2021, um pacote que pode estimular ainda mais o crédito imobiliário referente ao CGI. O Executivo enviou um Projeto de Lei ao Congresso que, se aprovado, permitirá o uso de um imóvel como garantia em mais de um financiamento.
A proposta ainda está sob análise, mas, caso seja colocada em vigor, poderá liberar cerca de R$ 10 trilhões em transações do tipo, de acordo com o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
A opinião entre os especialistas da área é que a modalidade de financiamento — comum no exterior — tem crescido a cada ano no território brasileiro e possui muitos benefícios para quem a contrata.
"Trata-se de uma modalidade que apresenta menor taxa de juros em relação a outras categorias, que ganhou destaque ao longo da crise sanitária e que deve continuar em uma crescente no pós-pandemia", explica João Magatti, diretor da Galleria Bank, uma empresa de empréstimo que usa imóveis como garantia.
Dentre as vantagens do empréstimo, está a possibilidade de financiar valores mais altos, com prazos para pagamentos mais extensos, que podem chegar a até 20 anos. Além disso, ainda possui as menores taxas de juros do mercado, já que, muitas vezes, nem mesmo o histórico do contratante impede a aprovação de créditos.
A expectativa é que o crescimento de CGI seja ainda maior nos próximos tempos, já que ainda é uma proposta pouco explorada pelos bancos. É uma transação que beneficia ambas as partes, de acordo com Magatti, pois o processo ainda tem o benefício de ser finalizado em menos de 10 dias e com a possibilidade de ser feito de forma completamente remota.
“Com o imóvel em contrato, o risco da empresa que está fazendo o empréstimo cai consideravelmente, o que leva a taxas de juros cada vez menores", afirma o diretor. “Com o home equity, é possível reformar o imóvel para vender por um valor mais alto, abrir um negócio e adquirir uma nova propriedade, além de poder utilizar o dinheiro para capital de giro, o que pode ser a solução para empresas em período de recuperação econômica", conclui.

