Empresa Eliane Revestimentos deve crescer 5% ainda este ano
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Apesar do arrefecimento do mercado brasileiro de material de construção, a empresa opera em plena capacidade
11 de maio de 2015 - A Eliane Revestimentos está investindo em produtividade e sofisticação do portfólio, o que deve garantir expansão de 5% do faturamento este ano. Apesar do arrefecimento do mercado brasileiro de material de construção, a gigante do setor opera em plena capacidade.
Recentemente, a fabricante catarinense anunciou um investimento de R$ 35 milhões em suas operações no País. São cinco fábricas em Santa Catarina e uma em Camaçari (BA).
"O mercado está tão pulverizado que perdermos marketshare nos últimos anos. Com esse aporte, devemos manter nossa participação, que já é expressiva", afirmou ao DCI o diretor comercial da empresa, Otmar Muller.
O executivo conta que a Eliane está operando, hoje, a 100% de sua capacidade. As fábricas escoam mais de 3 milhões de metros quadrados de revestimentos por mês. "Ainda há muitas obras em fase de acabamento, o que acaba se traduzindo em demanda para nós", pontua.
Muller explica que parte dos investimentos será utilizada para automação no processo produtivo, o que deve reduzir o esforço laboral nas fábricas e garantir produtividade. "Diminuiremos os custos sem aumentar capacidade", destaca o executivo.
Atualmente, o mix de vendas da empresa está dividido entre construtoras, com 45% do total, varejo (45%) e exportações (10%). "Há cerca de dez anos, já chegamos a exportar metade da nossa produção", afirma Muller.
No entanto, segundo ele, com a escalada do real o nível de exportações da empresa foi diminuindo ao longo do tempo. "Ficou inviável exportar", declara o diretor da empresa. Mas agora, com a valorização do dólar, a Eliane deve se voltar novamente às vendas externas. "Nossa meta é ampliar as exportações para 30% neste ano", diz o executivo.
Muller acrescenta, no entanto, que o cenário é incerto para o ano, principalmente devido à desaceleração da economia. "A queda da atividade das construtoras tem se mostrado consistente", comenta.
Ainda assim, em 2015 a companhia prevê alta do faturamento, para R$ 900 milhões, mesmo diante da desaceleração do mercado. "A retração deve ficar um pouco mais concentrada nos materiais de base. Nosso produto é de médio a alto valor agregado", diz.
Importados
O diretor da Eliane afirma que, até o ano passado, a empresa sofria forte concorrência de importados por conta do câmbio. E o principal responsável pela penetração desses produtos, no Brasil, é a China.
"Quase 98% do porcelanato polido vinha do país asiático", pondera. Segundo Muller, o valor agregado do produto suporta o custo do frete para cá, que é alto devido à distância.
Porém, com a apreciação do dólar, a Eliane deve ficar mais competitiva no segmento. "Vamos ampliar a capacidade de porcelanato em Camaçari para atender à crescente demanda do mercado", diz Muller.

