Emprego na construção civil brasileira volta ao patamar de 2009
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Setor fecha 125 mil postos de trabalho em 2017 e reduz estoque a 2,3 milhões de vagas. Para Sinduscon-SP, recuperação depende de obras de infraestrutura e habitação

Dados são de uma pesquisa do Sinduscon-SP em parceria com a FGV e com informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (Crédito: sirtravelalot/shutterstock)
22/02/2018 | 10:10 – A construção civil fechou 2017 com 2,372 milhões de trabalhadores, cerca de 125 mil a menos do que o final de 2016. A situação se agravou no final do ano, e apesar de dezembro ter gerado 9.980 vagas, o número foi 2,43% inferior a novembro. Os números são do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e com informações do Ministério do Trabalho e do Emprego (MTE).
Esses valores colocaram o ano passado no mesmo patamar de 2009. Desde o início da crise, em 2014, já foram encerrados 1,3 milhão de postos de trabalho da construção civil. De acordo com José Romeu Ferraz, presidente do Sinduscon-SP, para incentivar as atividades da construção “o governo deveria tomar medidas como regulamentar distratos, aumentar o crédito, destravar projetos de infraestrutura e impulsionar a habitação popular e as concessões”.
Os segmentos que apresentaram maior queda no ano foram o imobiliário (- 8,15%), obras de acabamento (-7,23%) e incorporação de imóveis (-5,37%).
Regiões
Todas as regiões do Brasil foram afetadas pela deterioração do mercado de trabalho, em especial o Sudeste (-5,73%) e Norte (-5,56%). No Sudeste as maiores quedas foram no Rio de Janeiro (9,83%) e São Paulo (-6,26%). No Norte, enquanto Amapá teve a maior baixa da região (-10,50%), Roraima contratou 26,01% mais do que no ano passado.
No Nordeste, Sergipe teve queda de 10,92% no ano, seguido por Alagoas, -8,46%. No Centro-Oeste, o destaque negativo ficou para o Mato Grosso do Sul, 14,41%. Por fim, os resultados na região Sul foram todos negativos: Paraná (-5,31%), Rio Grande do Sul (-3,43%) e Santa Catarina (-1,02%).
Empregos por regiões do Brasil em dezembro de 2017
| Região | Variação mensal (%) | Variação absoluta do estoque |
| Centro-Oeste | - 4,18 | - 8.148 |
| Nordeste | - 2,13 | - 10.372 |
| Norte | - 3,49 | - 4.755 |
| Sudeste | - 2,07 | - 25.160 |
| Sul | - 2,7 | - 10.689 |
| Brasil (total) | - 2,43 | - 59.128 |
Em São Paulo, o emprego na construção civil caiu 6,26% ao longo do ano, deixando o estoque em 649.481 vagas. Só na capital, que corresponde por 43,09% do total de empregos no setor a queda foi de 7,27% em 2017.
Os segmentos que apresentaram maior queda foram o imobiliário (-13,41%), seguido por obras de acabamento (-12,95%).
| Região | Variação mensal (%) | Variação absoluta do estoque |
| Bauru | - 0,76 | - 228 |
| Campinas | - 2,04 | - 1.500 |
| Presidente Prudente | - 2,25 | -182 |
| Ribeirão Preto | - 0,11 | - 53 |
| Santo André | - 1,56 | - 625 |
| Santos | - 1,71 | - 321 |
| São José do Rio Preto | - 3,26 | - 900 |
| São José dos Campos | - 3,25 | - 1.822 |
| São Paulo (sede) | - 1,83 | - 5.219 |
| Sorocaba | - 1,71 | - 889 |

