Em maio, vendas de cimento seguem em ritmo de crescimento
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
No mês, comércio de cimento aumentou 14% frente a maio do ano passado, totalizando 5 milhões de toneladas. No acumulado do ano, a alta é de 19,3%

Principais indutores de crescimento continuam sendo as obras imobiliárias e as reformas residenciais e comerciais (Créditos: Bannafarsai_Stock/ Shutterstock)
16/06/2021 | 17:16 - As vendas de cimento em maio totalizaram 5,5 milhões de toneladas, o que corresponde a uma alta de 14% em comparação ao mesmo mês de 2020. No acumulado do ano, 25,9 milhões de toneladas foram comercializadas, aumento de 19,3% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são de um levantamento feito pelo Sindicato Nacional da Indústria de Cimento (SNIC).
Esse resultado se deve, principalmente, a uma base de vendas muito fraca nos primeiros cinco meses do ano passado. Isso faz com que o efeito estatístico que favoreceu os percentuais de crescimento da atividade no primeiro quadrimestre tende, a partir de maio, a impactar negativamente os resultados até o final do ano.
No tocante a maio de 2021, os principais indutores de crescimento continuam sendo as obras imobiliárias e as reformas residenciais e comerciais.
Na avaliação por dia útil – indicador que analisa o número de dias trabalhados –, em maio, as vendas aumentaram 11,2% face a maio de 2020, com 237,6 mil toneladas de cimento comercializadas. Em comparação a abril de 2021, o desempenho foi praticamente igual.
Segundo a SNIC, na contramão do bom desempenho das vendas de cimento no ano, os cortes no orçamento do governo federal, principalmente em atividades como infraestrutura e programas habitacionais, a desvalorização cambial, a inflação, o desemprego em alta, a ameaça do aumento da Selic e a perda da massa salarial geram ainda mais incerteza e cautela do setor produtivo e do consumidor brasileiro.
“O número de lançamentos aquém do necessário impõe cautela para o futuro, já que os estoques de obras estão diminuindo. É fundamental que haja a diversificação das fontes de demanda do cimento para a sustentabilidade da atividade. Se por um lado temos a continuidade das reformas imobiliárias, a manutenção do ritmo das obras e os recentes leilões de infraestrutura, de outro os altos índices de desemprego, a indefinição quanto às reformas estruturantes e uma crise hídrica que se avizinha são as grandes ameaças a serem superadas”, disse Paulo Camillo Penna, Presidente do SNIC.

