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Desdobramentos da Operação Lava Jato podem afetar obras em 2016

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Presidente do Sinduscon-SP acredita que as investigações do caso podem refletir no desenvolvimento de obras de infraestrutura

25 de novembro de 2014 - O presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), José Romeu Ferraz Neto, disse nesta segunda-feira, 24, que não espera um impacto significativo da Operação Lava Jato no crescimento da construção de infraestrutura em 2015, mas prevê que os desdobramentos das investigações podem influenciar a atividade em 2016.

"Acredito que [a Lava Jato] possa ter reflexo no assunto de desenvolvimento de obras de infraestrutura em 2016, porém, achamos que o fato de [o tema] estar sendo investigado e encaminhado da forma como está vindo é bom a médio e longo prazo, porque pode sanear o setor e gerar mais recursos", disse.

Ele lembrou que para a economia crescer com consistência seriam necessários investimentos em infraestrutura de pelo menos 5% do Produto Interno Bruto (PIB) do País, o dobro do verificado atualmente, da ordem de 2,5%.

Ferraz Neto também comentou que a investigação das grandes empreiteiras pode se tornar uma oportunidade para empresas de construção de menor porte, que hoje passam ao largo das grandes licitações.

Para 2015 a entidade espera estabilidade do setor, com a queda no segmento imobiliário sendo compensada pelo crescimento do segmento da infraestrutura. "A infraestrutura vai ter um crescimento positivo em função do que já está contratado; esse segmento é pouco influenciado pelo curto prazo", disse o presidente de economia do sindicato, Eduardo Zaidan. Segundo ele, as projeções para o ano que vem consideram as concessões contratadas entre 2012 e 2013, especialmente para obras de aeroportos e rodovias. "O que for definido no primeiro semestre de 2015 vai gerar PIB um ano e meio depois", diz.

Imóveis

O preço dos imóveis na Grande São Paulo deve seguir em alta, na média, acompanhando a inflação, avaliou Zaidan. "Regiões demandadas e onde há escassez de terreno ou limitações como plano diretor, não têm como cair, pode não subir, mas cair é difícil." Ele lembrou, porém, que em algumas cidades, onde há sobreoferta de imóveis, como Brasília, Salvador e Curitiba, pode haver queda nos preços.

Zaidan disse que mesmo com a desaceleração, a valorização na média está acima da inflação. Ele citou o dado do Banco Central sobre o Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados (IVG-R), que passou de 15,3%, na soma de 12 meses até janeiro de 2012, para 8,1% até junho de 2014.

Fonte: DCI

 

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