Crise imobiliária se agrava com ação judicial de rescisões
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Pelos cálculos do setor, para cada dois imóveis vendidos pelas incorporadoras, praticamente um foi devolvido em junho
05 de outubro de 2016 - Um velho problema para as incorporadoras imobiliárias, as desistências da compra de imóveis na planta - os chamados distratos - ganharam contornos ainda mais preocupantes para as empresas do setor. Uma avalanche de processos judiciais movidos por consumidores que buscam ressarcimentos acima do previsto em contratos tem agravado a situação financeira - já frágil - das companhias.
"Os resultados das empresas estão sendo muito machucados por decisões relacionadas a ações de consumidores", diz Maria Fernanda Menin T. de Souza Maia, diretora jurídica da MRV Engenharia. "As incorporadoras têm dificuldade de tratar contingências por causa da imprevisibilidade."
Pelos cálculos do setor, para cada dois imóveis vendidos pelas incorporadoras, praticamente um foi devolvido em junho. Um ano atrás, o índice ia de 30% a 35%. A escalada tem dois motivos. Um deles é o aprofundamento da crise econômica no bolso do consumidor, que opta pela devolução e, muitas vezes, pela via judicial.
Esses imóveis também foram comprados em um período de crédito abundante, quando as vendas das incorporadoras estavam em alta. Agora é que essas obras estão sendo entregues.

