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Covid e gripe atingem 86% do setor da construção

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Pesquisa da CBIC consultou 482 empresas e apontou que os maiores atingidos são os funcionários dos canteiros de obras

homem que trabalha em construção devidamente equipado e com máscara
A pesquisa é da CBIC, em parceria com Sesi e CPRT (Foto: M2020/Shutterstock)

28/01/2022 | 15:05 – A CBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) divulgou ontem (27) uma pesquisa que mostra os principais impactos da crise de saúde pública no setor da construção, num momento em que o país vive a terceira onda de Covid-19 aliada a um surto de gripe H3N2.

A principal consequência observada foi o afastamento dos funcionários: nas 482 empresas consultadas, 86% do contingente de trabalhadores foi afastado, principalmente os funcionários dos canteiros de obras.

Além disso, o levantamento – que contou com o apoio do Sesi (Serviço Social da Indústria) e da CPRT (Comissão de Política de Relações Trabalhistas) – apontou 68% de afastamentos no escritório por infecção e 32% para pedidos de trabalho em home office. Como um trabalhador pode requisitar as duas opções, a somatória das respostas supera os 100%.

São Paulo é o Estado com o maior número de empresas afetadas (13,69%). Em seguida vêm Paraná (11,41%) e Minas Gerais (10,58%). Na escala por região, a ordem é Sudeste (30,50%), Sul (24,27%), Nordeste (22,82%), Centro-oeste (11,41%) e Norte (11%).

Do total, 59,54% das empresas alegaram que o afastamento dos funcionários afetou o cronograma de obras, ao passo que 40,46% puderam prosseguir com a programação normal.

As licenças abrangem tanto os casos de Covid-19, quanto de Influenza (gripe), em 43,36% das empresas consultadas: 30,08% identificaram o novo coronavírus nos últimos 30 dias, 10,58% tiveram infecções apenas de influenza nos últimos 30 dias e 15,98% não identificaram nem uma doença nem outra nos últimos 30 dias.

Quando questionadas se a onda da variante ômicron de Covid-19, aliada à influenza, tem influenciado os negócios desde o fim de 2021, 80,08% das empresas da construção confirmaram as circunstâncias, ao passo que 19,92% afirmaram não ter sentido impactos significantes.

A pesquisa também procurou saber qual a porcentagem de empresas que fornecem ou exigem testes de Covid-19 para seus trabalhadores, e descobriu que 58,30% delas seguem com o indicado ao testar seus trabalhadores, enquanto 41,70% não cumprem com os requisitos.

A cobrança pela vacinação completa só é feita em 51,24% das empresas, ao passo que 48,76% não exigem imunização alguma.

O levantamento foi realizado entre os dias 14 e 21 de janeiro.

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