Coronavírus causou prejuízo de R$ 933 mi a sistema metroferroviário
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Segundo a ANPTrilhos, a previsão é de que em abril apenas 50 milhões de pessoas sejam transportadas pelo sistema, número cerca de 80% menor que o habitual

A ANPTrilhos tem conversado com diversos órgãos do governo para tentar reduzir a perda, entre eles os ministérios da Economia e do Desenvolvimento Regional (Créditos: Regiane_Ferraz/ Shutterstock)
20/04/2020 | 15:12 - Segundo estudo feito pela Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos), de 16 de março até o presente momento, a queda no número de usuários do sistema metroferroviário do país, causada pela pandemia de coronavírus, gerou um déficit de R$ 933 milhões na receita tarifária de metrôs, trens urbanos e veículos leves sobre trilhos (VLTs).
Em entrevista à Agência Brasil, o presidente do Conselho da ANPTrilhos, Joubert Flores, informou que em março do ano passado, os sistemas metroviários transportaram 250 milhões de passageiros, e, em março deste ano, o número caiu para 98 milhões.
A previsão é de que em abril apenas 50 milhões de pessoas sejam transportadas, número de 79% a 80% menor que o habitual. Esta situação deve se repetir também em maio.
Flores informou que as operadoras dos transportes têm características diferentes. “Algumas são estatais e dependem de subsídio do próprio Estado, o que vai necessitar de um incremento grande de recursos, em uma hora difícil. Outras são privadas, desoneraram bastante o Estado, mas vão precisar de capital de giro. Essa é a maior preocupação neste momento”, disse.
De acordo com ele, a ANPTrilhos tem conversado com diversos órgãos do governo para tentar reduzir a perda, entre eles os ministérios da Economia e do Desenvolvimento Regional. Além disso, houve articulação com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Caixa Econômica Federal, que poderão ser os financiadores.
O objetivo é encontrar um meio para financiar capital de giro durante a crise, para que a situação possa ser normalizada depois.
Flores informou que tanto os ministérios quanto as estatais têm sido receptivos para tratar do assunto. Segundo ele, os bancos estão dispostos a ajudar na compensação do desequilíbrio causado pela pandemia.
Com o BNDES, Flores disse que já foram realizadas duas reuniões e que algumas operadoras já estão negociando diretamente com o banco desde a última segunda-feira (13).
Duas reuniões já foram realizadas com o BNDES, segundo Flores, e desde o dia 13 de abril algumas operadoras já estão negociando com o Banco.
(Com informações da Agência Brasil)

