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Confiança do varejo chega ao negativo

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Com o aumento do desemprego, o segmento deve crescer menos do que 1%

02 de abril de 2015 - O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) caiu 7,7% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, para 93,9 pontos. Com o resultado, o indicador rompeu pela primeira vez a fronteira com a zona desfavorável, abaixo dos 100 pontos.

Todos os nove componentes da pesquisa atingiram os menores níveis da série histórica, iniciada em março de 2011, informou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Em relação a março de 2014, a queda foi de 19,5%. Diante dos últimos dados do setor e da deterioração da confiança, a CNC revisou para 1% a expectativa de crescimento no volume de vendas para 2015.

Em fevereiro, a Confederação projetava alta de 1,7%. Com a perspectiva de quase estabilidade, a previsão da entidade é de uma geração nula de postos de trabalho no varejo este ano. Segundo a CNC, 51,3% dos empresários do comércio planejam demitir nos próximos meses. "Não vislumbramos geração de vagas no comércio este ano", afirmou o economista. A entidade ainda trabalha com um saldo nulo, mas a perspectiva ainda pode piorar. "Obviamente não se pode descartar queda nas contratações", disse o economista da CNA, Fabio Bentes.

Condições atuais

A avaliação dos empresários em relação às condições atuais da economia foi o quesito que mais piorou em março. Ao atingir 61,4 pontos, esse item teve quedas de 9,4% em relação a fevereiro e de -33,6% ante março de 2014.

Segundo a CNC, 86,3% dos empresários acreditam que a situação da economia está pior. "Desde agosto do ano passado, esse é o item que registra as maiores taxas de deterioração nos comparativos anuais", informou a entidade. Já a expectativa do setor em relação ao futuro acumula seis quedas mensais consecutivas.

Em março, esse subíndice recuou 6,4% na comparação mensal e 13,9% em relação a março de 2014. "Os fatores que impactam o consumo, tais como o nível de desemprego, crédito caro e inflação elevada, permanecerão fragilizados por um período relativamente longo", argumentou Bentes.

Consumidor

O consumidor também tem dado sinais de menor otimismo. O Índice Nacional de Confiança da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou 128 pontos em fevereiro. "A queda do INC de fevereiro se deve ao fato de que o consumidor está mais inseguro em relação ao seu emprego e ao futuro, o que se reflete na sua intenção de compras. E esse quadro também pode ser explicado pela alta da inflação e pelo tarifaço, com aumento de tarifas de energia, transporte e combustíveis. Outro fator é a elevação da taxa de juros para combater a inflação", observa Rogério Amato, da ACSP.

Fonte: DCI
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