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Confiança da construção volta a cair e alcança patamar pré-pandemia

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Índice de Confiança da Construção (ICST) apresentou variação de -3,8 pontos em abril, caindo para 85 pontos, quarta queda consecutiva

Queda registrada em abril foi influenciada pela piora da percepção dos empresários na avaliação sobre o momento atual e pela redução das expectativas em relação aos próximos meses (Créditos: Alf Ribeiro/ Shutterstock)

28/04/2021 | 16:53 - Conforme apuração da Fundação Getulio Vargas (FGV), o Índice de Confiança da Construção (ICST) apresentou variação de -3,8 pontos em abril, caindo para 85 pontos, quarta queda consecutiva. Este é o menor nível desde julho de 2020 e, com isso, o índice volta ao patamar pré-pandemia. Em médias móveis trimestrais, o índice variou -2,5 pontos.

A pontuação do índice vai de 0 a 200, sendo que a partir de 100 denota otimismo. A pesquisa coletou informações de 681 empresas entre os dias 1º e 26 de março.

Segundo a economista Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da FGV/Ibre, “o cenário setorial vem piorando desde outubro, refletindo a preocupação com a escassez e, principalmente, elevação dos custos. O problema persiste e não dá indicações de trégua, atingindo contratos em andamento e dificultando a precificação dos produtos”.

O levantamento apurou também que a queda registrada em abril foi influenciada pela piora da percepção dos empresários na avaliação sobre o momento atual e pela redução das expectativas em relação aos próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA-CST), que apura a confiança do empresário da construção no momento presente, caiu 3,5 pontos, chegando a 84,3 pontos.

Já o Índice de Expectativas (IE-CST) – cálculo da confiança do empresário da construção para os próximos meses – caiu 4 pontos, alcançando 86 pontos. Este é o menor patamar desde junho de 2020 (83,2 pontos), acumulando perda de 13,1 pontos nos últimos seis meses.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) da Construção, por sua vez, subiu 5,3 pontos percentuais (p.p.), para 77,1%. A maior contribuição veio do NUCI de Mão de Obra, que avançou 5,6 p.p, para 78,6%. Já o NUCI de Máquinas e Equipamentos aumentou 4,4 p.p, para 70,5%.

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