Cidades devem ser replanejadas para evitar novas pandemias, diz patologista
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Durante videoconferência, professor de Patologia da Faculdade de Medicina da USP informou que o risco de morrer de covid-19 varia em função do território

O patologista também avaliou a questão do isolamento social, que, segundo ele, depende muito do nível socioeconômico das pessoas (Créditos: Olga Kashubin/ Shutterstock)
13/05/2020 | 15:56 - Segundo análise do médico Paulo Saldiva, professor de Patologia da Faculdade de Medicina da USP, membro da Academia Nacional de Medicina e da Academia Brasileira de Ciência e ex-presidente do Instituto de Estudos Avançados da USP, a rápida disseminação do coronavírus pelo planeta é resultado do elevado adensamento populacional, da grande imigração transcontinental e do surgimento de antibióticos cada vez mais multirresistentes.
Durante a videoconferência realizada pelo Conselho de Política Urbana (CPU), o Núcleo de Estudos Socioambientais (NESSA) e o Núcleo de Estudos Urbanos (NEU) da Associação Comercial de São Paulo, Saldiva informou que as cidades precisam ser planejadas visando uma maior organização do espaço urbano e de moradia e evitar tantos pontos de vulnerabilidade, que possam acarretar uma nova pandemia.
De acordo com ele, o risco de morrer de covid-19 varia enormemente em função do território. Um exemplo é a cidade de São Paulo, cuja taxa de mortalidade varia de 5 mortes em 100 mil pessoas que contraíram o vírus até 100 mortes, dependendo da região.
“Essa enorme variação mostra que o código de endereçamento postal é tão importante quanto o código genético, pois na cidade a vulnerabilidade e a capacidade do indivíduo de fazer isolamento muda bastante”, acrescentou.
O patologista também avaliou a questão do isolamento social, que, segundo ele, depende muito do nível socioeconômico das pessoas. Em uma eventual reabertura do comércio, o profissional recomenda o uso correto de Equipamento de Proteção Individual (EPI); uso obrigatório de máscaras; alta disponibilidade de equipamentos para a higienização das mãos, além da melhoria da ventilação interna dos ambientes.
(Com informações do CAU/BR)

