Cedae é condenada por falta d’água em incêndio no Museu Nacional
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Companhia deverá pagar multa no valor de R$ 5,6 milhões. Decisão foi julgada pela Agenersa, que constatou falta de água nos hidrantes instalados no entorno do Museu

De acordo com a legislação, a Cedae é responsável pela manutenção, vazão e pressão da água, assim como instalação, manutenção e operação dos hidrantes urbanos (Créditos: Tânia Rêgo/ Agência Brasil)
20/02/2020 | 16:12 - A Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) foi condenada a pagar multa no valor de R$ 5,6 milhões devido à falta de água nos hidrantes localizados aos arredores do Museu Nacional, durante o incêndio que destruiu o patrimônio em 2 de setembro de 2018. A decisão foi julgada pela Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio (Agenersa) e valerá assim que for publicada no Diário Oficial do Estado.
A Agência constatou que houve ausência de manutenção e falta ou baixa pressão de água nos hidrantes instalados no entorno do Museu, o que atrapalhou o trabalho do Corpo de Bombeiros. De acordo com a legislação que trata do tema, a Cedae é responsável pela manutenção, vazão e pressão da água, assim como instalação, manutenção e operação dos hidrantes urbanos.
Conforme explicação no conselheiro relator, Silvio Carlos Santos Ferreira, no dia do incêndio, o Corpo de Bombeiros constatou que nenhum dos seis hidrantes de coluna nos arredores do Museu estava com carga de água suficiente para os serviços de combate ao incêndio.
“Verificamos que o funcionário da Cedae, ao chegar com sua equipe oferecendo ajuda aos bombeiros, foi-lhe solicitado a pressurização dos hidrantes no entorno do Museu e sua resposta foi no sentido de não ser possível devido a problemas técnicos”, explicou.
À decisão da Agenersa cabe recurso. A Cedae informou que tomará as providencias cabíveis, após a decisão ser publicada no Diário Oficial.

