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Caixa Econômica Federal eleva taxa de juros do crédito imobiliário

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Intervalo da taxa cobrada da linha corrigida pela Taxa Referencial (TR) aumentou para 8% a 8,99% ao ano

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A Caixa Econômica cedeu à decaída da economia brasileira e reajustou os valores de taxas de juros para crédito imobiliário (Foto: Hakinmhan/Shutterstock)

06/12/2021 | 16:00 –  Depois de meses tentando manter as taxas de juros de financiamento imobiliário estáveis, a Caixa Econômica cedeu à decaída da economia brasileira e atualizou esses valores. Agora, o intervalo da taxa cobrada da linha corrigida pela Taxa Referencial (TR) aumentou: o que ficava entre 7% e 8% foi para 8% a 8,99% ao ano. A alteração entrou em vigor no dia 23 de novembro. 

Na avaliação feita pelo MDR, o recurso extra permitirá a construção de 10 mil unidades habitacionais até o fim de 2021, e de outras 10 mil moradias até o fim de janeiro de 2022. Alfredo Eduardo dos Santos, secretário nacional de Habitação do Ministério do Desenvolvimento Regional, completou: “Esse crédito possibilita que a gente tenha, junto com os agentes financeiros, uma retomada forte das obras que estão paralisadas”.

Exemplificando: considerando um ponto médio da taxa, a prestação de um financiamento de R$ 300 mil aumentará de R$ 2.646,81 para R$ 2.879,78.

A linha de crédito imobiliário corrigida pela Poupança, por sua vez, não teve alterações: as taxas permanecem com valores a partir de 2,95%. As outras linhas não conseguiram se manter sem reajustes — a linha atrelada ao IPCA teve aumento no piso (de 3,55% a 4,95% para 3,95% a 4,95% ao ano) e a linha de financiamento com taxa fixa ganhou a mudança mais radical: de 8,25% a 9,75% para 9,75% a 10,75% ao ano.

As linhas de crédito imobiliário que são corrigidas pelo IPCA e pela Poupança foram lançadas durante o governo de Jair Bolsonaro e marcam uma das campanhas mais reiteradas pela gestão. Em parceria com o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, a promessa era de que os juros do crédito imobiliário não subiriam. No entanto, nas últimas semanas e com o declínio da economia brasileira, Guimarães não teve escolha.

Ele declarou que a instituição não poderia manter os juros sem alterações, mas expressou que não tem repassado o aumento por completo. Completando o depoimento, o presidente ainda disse que não faltaria crédito no que depender da Caixa Econômica, e previu que o crescimento para 2022 deve ficar na casa dos 10%. Os outros grandes bancos, como Bradesco, Itaú e Santander, reajustaram suas taxas para valores mais altos duas vezes durante o segundo semestre de 2021.

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