Caixa Econômica Federal aumenta taxa de juros sobre financiamento imobiliário
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
O valor da taxa aumentou de 7,35% para 8,00% para financiamento com Taxa Referencial

O financiamento é uma das principais linhas no quesito imobiliário. (Foto: Mind and I/Shutterstock)
19/11/2021 | 15:50 – A Caixa Econômica Federal aumentou a taxa de juros de uma de suas linhas mais importantes de financiamento imobiliário: o financiamento com Taxa Referencial. A mudança foi de 7,35%, no mês de outubro, para 8%, em novembro. Para exemplificar, a especialista em direito imobiliário Daniele Akamine fez uma simulação considerando um imóvel de R$ 700 mil, comprado a partir de entrada de R$ 270 mil. Neste caso, seriam gastos R$ 43 mil a mais para financiá-lo.
As opções de financiamento disponíveis são TR, poupança, IPCA e prefixada, sendo que a TR é a mais utilizada para crédito imobiliário. Nela, o financiador paga uma taxa de juros já estipulada, além da Taxa Referencial, que está zerada atualmente — tornando-a a taxa mais procurada pelos futuros proprietários.
As informações são da CNN Brasil, que conversou com a Caixa Econômica Federal para confirmar o reajuste e questionar se as mudanças são exclusivas do financiamento através de TR ou se as outras linhas também serão afetadas. O banco afirmou que uma delas sofrerá correção, e que, em breve, enviará comunicado oficial com detalhes.
A Caixa foi o último dos grandes bancos a reajustar os juros do financiamento imobiliário, mesmo com o crescimento recente da taxa Selic. Até março de 2021, a taxa básica de juros era de 2%. Desde então, ela passou por seis correções seguidas, e estagnou em 7,75% ao ano até então.
“Mesmo com esse aumento na taxa de juros, o financiamento corrigido pela TR ainda é a melhor opção, pois se mantém a previsibilidade no valor das parcelas, bem como no saldo devedor. Como ela está zerada desde setembro de 2017, a linha corrigida pela TR vale mais a pena hoje”, explica Daniele Akamine. Segundo ela, no atual cenário de aumento de juros, as opções corrigidas pela poupança e pelo IPCA podem ser mais arriscadas.
A especialista observa ainda que a cada um ponto percentual de redução na taxa de juros do financiamento imobiliário, cerca de 1 milhão de famílias se tornam elegíveis ao financiamento. “Quando a taxa aumenta, por outro lado, menos pessoas têm acesso ao crédito para compra da casa própria”, finaliza.
(Com informações da CNN Brasil)

