Barreiras de contenção de rejeitos já operam no Rio Paraopeba
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Estruturas visam a proteger o sistema de captação de água do município de Pará de Minas (MG), localizado a aproximadamente 40 quilômetros de Brumadinho

Método para reter os rejeitos de minério utiliza uma membrana no leito do rio, que atua como um tecido filtrante, evitando a dispersão de partículas sólidas (Créditos: Isac Nóbrega/Presidência da República)
06/02/2019 | 16:11 - As três barreiras de contenção de rejeitos instaladas pela mineradora Vale no Rio Paraopeba já entraram em operação. As estruturas visam a proteger o sistema de captação de água do município de Pará de Minas (MG), localizado a aproximadamente 40 quilômetros de Brumadinho.
As duas primeiras barreiras de contenção instaladas possuem 30 metros de comprimento, com profundidade de até três metros. A terceira estrutura apresenta 50 metros de comprimento, e sua profundidade varia de dois a três metros.
O método para reter os rejeitos de minério utiliza uma membrana no leito do rio, que atua como um tecido filtrante, evitando a dispersão de partículas sólidas como argila, silte e matéria orgânica, que provocam a turbidez da água a alteram sua transparência. As cortinas antiturbidez contêm correntes metálicas na parte submersa, permitindo que o tecido permaneça na borda inferior mesmo com o fluxo do rio. Além disso, uma boia cilíndrica fica na superfície, sendo utilizada para a contenção de elementos suspensos na água.
Segundo a Vale, a instalação das membranas é uma medida preventiva e abrange o plano de contenção e recuperação do Ministério Público e órgãos ambientais. As iniciativas contidas no plano têm o intuito de atenuar os efeitos da tragédia de Brumadinho em três trechos, sendo o de Pará de Minas na terceira parte.
A mineradora informa, ainda, que 46 pontos ao longo do Rio Paraopeba até a foz do Rio São Francisco estão sendo monitorados, com realização de coletas diárias de água e de sedimentos para análises químicas.
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