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Barragem transborda em Minas Gerais e lama invade BR-040

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

O dique, que já estava em nível emergencial, transbordou devido à chuva e estrutura deverá ser reforçada

Barragem MG
Apesar de as águas terem atingido alguns veículos, não houve mortes (Foto: Christyam de Lima/Shutterstock)

10/01/2022 | 14:29 – Um dique da barragem da Mina de Pau Branco, administrada pela empresa Vallourec, em Belo Horizonte (MG), transbordou no último sábado (8). O sistema de represamento de águas já estava em nível emergencial, e, com as fortes chuvas no fim de semana, alcançou o seu limite. Uma grande quantidade de água e lama invadiu a BR-040 ainda pela manhã, acarretando interdição temporária do local. A via liga os Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, e, apesar de as águas terem atingido alguns veículos, não houve mortes. 

Devido à imprevisão da barragem, a mineradora Vallourec não apenas atualizou o nível de emergência para elevado, como providenciou a implementação de um plano mais rigoroso, que inclui a evacuação dos moradores da região ameaçada de inundação. A inspeção foi realizada e determinada pela Agência Nacional de Mineração (AMN), que também estuda as possibilidades de rompimento. Os bombeiros, em compensação, informaram que não houve rompimento e que o maciço permanece íntegro, sem problemas estruturais — com capacidade para 85 mil metros cúbicos de água.

As atividades na mina estão suspensas desde o dia em que o desastre aconteceu, e o Estado de Minas Gerais, através da Advocacia-Geral do Estado (AGE), entrou em conjunto com a ação do Ministério Público para autuar os responsáveis. Estipulou-se que a Vallourec será penalizada em 1 milhão de reais por dia, até que as circunstâncias sejam resolvidas. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), complementa que a ação inclui um pedido de indenização aos afetados, já que a paralisação do trecho da BR-040 impactou a população e a atividade econômica local.

A empresa também informou que tem trabalhado com especialistas para promover a remoção de mais de 400 animais silvestres da região para criadouros e viveiros credenciados por órgãos ambientais. Segundo a companhia, a Barragem de Santa Bárbara, no mesmo complexo da mina, não tem rejeitos de mineração, apenas água e sedimentos, e foi reformada para suportar chuvas intensas que ocorrem a cada 10 mil anos. “A Vallourec reforça que está trabalhando em conjunto com os órgãos e autoridades competentes e continua empenhada em minimizar os transtornos ocorridos e restabelecer a normalidade da situação”, conclui o comunicado.

Partindo das tragédias anteriores de Mariana e Brumadinho, o governador de Minas Gerais declarou que o acompanhamento de diques e barragens pelo Estado tem acontecido de hora em hora, para conter qualquer possível risco e garantir a segurança das pessoas próximas. Ele também citou a lei “Mar de Lama Nunca Mais” em declaração, aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que prevê o fim de mais de 50 barragens do Estado.

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