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Aumento da produtividade desafia a construção

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

Segundo especialista é preciso aumentar a produtividade real nos canteiros de obra a um ritmo de “pelo menos 4% ao ano” para manter as empresas competitivas

“A produção do setor de construção civil dobrou, mas a produtividade, não”, avaliou Jorge Batlouni Neto, vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP, em palestra no seminário “Como Aumentar a Produtividade nos Canteiros de Obras - Boas Práticas, Gestão da Produção e Controle da Produtividade em Obras de Construção Civil”, que a Editora Pini realizou com apoio do SindusCon-SP, em 7 de outubro, em São Paulo.

Segundo Batlouni, é preciso aumentar a produtividade real nos canteiros de obra a um ritmo de “pelo menos 4% ao ano” para manter as empresas competitivas. “Talvez tenhamos que acelerar ainda mais, porque os países que já estão à nossa frente estão conseguindo acelerar a produtividade a 4% ao ano”, disse.

O vice-presidente sugeriu que o setor se organize e adote uma mesma metodologia de aferição e análise da produtividade nos canteiros. Ele anunciou também que, até o final de 2015, o SindusCon-SP deverá disponibilizar em seu site uma tabela com índices de produtividade de várias empresas. A tabela serviria, afirmou Batlouni, como “uma pequena referência de produtividade para o setor”.

Luiz Henrique Ceotto, diretor da Tishman Speyer e membro do CTQ (Comitê de Tecnologia e Qualidade) do SindusCon-SP, criticou a mentalidade das empresas, que teriam o “vício de empilhar tijolos” e “um grande medo de sair da mesmice, que nos deixa neste marasmo” e apontou a industrialização e melhorias de gestão como as ferramentas para melhorar o patamar da construção brasileira. “Precisamos turbinar esta tartaruginha...”, disse.

Capacitação – André Glogowsky, membro do CTQ e presidente do Conselho da Hochtief, detalhou os principais pontos levados em consideração por sua empresa para contratação e manutenção de sua equipe. “Procuramos preparar nossos engenheiros constantemente, principalmente no uso de sistemas integrados e novas tecnologias (BIM). Oferecemos cursos de inglês e alemão, apoiamos intercâmbio e trabalhamos com um sistema de avaliação no qual o aprendiz é acompanhado de perto por um executivo da empresa por dois anos. Preparamos desde a base, com noções de apresentação e organização de uma reunião, preparação de relatórios, projetos, planejamento e gestão”, descreveu Glogowsky. Para ele, investir em capacitação envolve uma mudança de mentalidade, e isso demanda tempo e dedicação. “Precisamos mudar como setor, como empresa, se quisermos avançar.”

O resultado desse engajamento, segundo ele, não é imediato, mas com o passar dos anos salta aos olhos. “Percebo a diferença nos resultados e no dia a dia da empresa, que flui melhor. Você acaba perdendo alguns bons nomes para a concorrência, mas faz parte do jogo”, acrescentou, ao descrever alguns casos de alunos brilhantes.

Em outro painel, Marcelo Valadão, diretor de contrato da Odebrecht Realizações Imobiliárias, apresentou os desafios e tendências relacionados à mecanização e industrialização da construção civil. “A questão de inovar está atrelada ao risco. Temos potencial para investir mais para recompor essa capacidade de oferta no setor e retomar o crescimento”, observou.

Fonte: Sinduscon
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