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Aumenta a demanda pelo Programa de Conservação Auditiva do Seconci

Texto: Redação AECweb/e-Construmarket

A Seconci oferece serviço médico especializado para trabalhadores de canteiros de obra

Cerca de 360 milhões de pessoas no mundo sofrem com alguma perda auditiva, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), e metade dos casos poderiam ser evitados por meio de simples práticas de prevenção. O hábito mais perigoso é o uso de fones de ouvido com volume alto, que causa lesões irreversíveis, outra preocupação são os locais de trabalho com muito barulho. Com a proposta de contribuir para que as empresas criem ações voltadas aos trabalhadores expostos a altos níveis de ruído, o Seconci-SP (Serviço Social da Construção), oferece o Programa de Conservação Auditiva (PCA), serviço cuja procura registrou expressivo aumento no primeiro trimestre do ano.

O PCA oferecido pela entidade é especializado para a realidade do canteiro de obras, ambiente que concentra máquinas e equipamentos muito ruidosos como serras elétricas e britadeiras. A implantação do programa colabora para que as empresas do setor estejam de acordo com as obrigações legais, conforme as Normas Regulamentadoras 7, 9 e 15 e a Portaria 19 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), além da ordem de Serviço 608/91 do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).

“Quando a exposição a sons altos é constante, não há tempo para o ouvido se recuperar e a lesão se torna permanente, causando a perda auditiva irreversível. Isso acontece porque, diferentemente de outros órgãos, as células ciliadas do ouvido não se regeneram e deixam de enviar estímulo ao cérebro. Consequentemente, há a diminuição da audição”, explica a gerente médica ocupacional do Seconci-SP, dra. Xiomara Salvetti.

O serviço realizado pelo Seconci-SP começa com a realização de audiometria em todos os funcionários expostos ao ruído, com o objetivo de identificar se há perda auditiva e de qual tipo, uma vez que certos casos não são decorrentes do ruído e sim de outras causas e necessitam da avaliação de um otorrinolaringologista.

As audiometrias devem ser realizadas no momento da contratação do funcionário, seguido de avaliações seis meses após a admissão e também anualmente, podendo este intervalo ser reduzido a critério médico. A equipe de médicos e fonoaudiólogos realiza um rastreamento evolutivo das audiometrias verificando em quais casos houve desencadeamento, estabilização ou agravamento da perda auditiva. A engenharia faz uma avaliação criteriosa dos níveis de ruído quais os trabalhadores estão expostos.

Após a análise feita por médicos, engenheiros e fonoaudiólogos, é apresentado um controle audiométrico criterioso, que vai nortear as ações de cautela a serem adotadas, como medidas de controle da engenharia da empresa, medidas administrativas, uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), além de ações de educação e prevenção.

Os EPIs diminuem o impacto dos sons e possuem alta tecnologia para garantir a segurança de quem os usa. “No caso dos carpinteiros, por exemplo, o uso da serra circular pode ser feito em um local mais afastado dentro do canteiro de obra, diminuindo os riscos aos demais trabalhadores que atuam no local”, exemplifica a dra. Xiomara.

“É preciso estar atento aos sinais que o organismo dá e as principais dicas são: nunca ser negligente aos cuidados com o aparelho auditivo e jamais subestimar os barulhos existentes. Os sintomas não são bruscos, porém progressivos, como zumbido, perda de audição, tonturas, sensação de pressão no ouvido e impressão de escutar, mas não entender o que foi dito. Estes são alguns indícios de que a saúde auditiva deve ser investigada por um especialista”, conclui a médica.

Fonte: Seconci-SP
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