Atrasos permanentes em repasses do MCMV preocupam setor da construção
Texto: Redação AECweb/e-Construmarket
Segundo vice-presidente de Habitação do SindusCon-SP, maior preocupação é referente à conclusão das obras em andamento

Segundo Ronaldo Cury, em 2020, deverão vir grandes mudanças na faixa 1 do programa; diferente das faixas 1,5, 2 e 3, que terão poucas alterações (Créditos: Alf Ribeiro/ Shutterstock)
14/11/2019 | 17:40 - Durante reunião da área de Habitação do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP), representantes das entidades informaram que o setor está preocupado com os permanentes atrasos nos pagamentos às construtoras responsáveis por executar obras da Faixa 1 do Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).
“Não estamos falando nem de novas contratações, mas sim de encerrar o que já está em andamento”, afirmou o vice-presidente de Habitação do SindusCon-SP, Ronaldo Cury.
Segundo ele, em 2020, deverão ocorrer grandes mudanças na faixa 1 do programa, diferentemente das faixas 1,5, 2 e 3, que terão poucas alterações.
Com relação ao FGTS, Cury ressaltou que, enquanto não houver um remanejamento ou realocação de recursos de outras áreas do governo para colocar na área de construção, o setor vai continuar contratando Pessoas Jurídicas (PJs). Ele também comentou sobre a Medida Provisória 889, aprovada no Senado, que cria o saque-aniversário e permite os saques imediatos das contas vinculadas ao FGTS. Para o vice-presidente de Habitação do SindusCon-SP, a iniciativa pode abalar a liquidez do fundo para os próximos anos.
“Para 2020, minha expectativa é que tenhamos um pouco mais de dureza, apesar de uma grande discussão de como será o programa a partir de 2020. Sabemos que virão mudanças por aí”, afirmou.

